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1 de fev. de 2012




Há momentos-chaves na vida em que você precisa, simmplesmente, dizer "COM LICENÇA, eu gosto mais de mim" e abrir a porta e passar.

English version:

There are key moments in life when you just have to say: "EXCUSE ME, I love myself more", and open the door, and get out.

1 de abr. de 2011

Provérbios (des)encantados

Apesar de hoje ser o "dia da mentira" resolvi passar por aqui para dizer o que acredito ser uma grande verdade:
 Não tenha medo dos seus fracassos, pois a primeira obra de todo ser humano é sempre uma M (literalmente!)...

Despite today being "the fool's day", I decided to write what I believe to be a big truth:
Don't be afraid of failure. The first great production of every human being is shit (literally!)...

14 de jan. de 2011

Provérbios (des)encantados

Quando um espécime macho sapiens disser para você: "Vamos sair hoje para um lugar legal. Vamos fazer algo especial e diferente", verifique os sintomas para saber se é contagioso... Contudo, mais vale um macho com esta doença do que um são.


English version:
When an authentic male sapiens comes to you saying: "Let's go out tonight. Let's do something special and different", check the syntoms to find out if it's contagious... However, better a sick man like this than another who's not that sick.

21 de set. de 2010

Zeitgeist (em português)



"Não é referência de sanidade ser bem ajustado a uma sociedade profundamente doente" - Krishnamurti (tradução minha)



Você pode nunca ter ouvido falar no termo acima. Fiz uma pesquisa sobre “zeitgeist” no Google e encontrei definições como “espírito da época”, por exemplo. Bem, o termo refere-se a um movimento, na verdade, não apenas a um vídeo. Nessa postagem, entretanto, vou considerar os vídeos, em princípio.

Chegou ao meu conhecimento o segundo vídeo primeiro: “Zeitgeist – Addendum”. Boa trilha sonora, conceito... Fotografia. O mesmo eu diria sobre o primeiro. Mas eu tenho pouco a dizer sobre a forma. Não teria a precisão necessária para falar a respeito. Quanto ao conteúdo, muitas palavras. Serei concisa.

O primeiro vídeo inicia com uma série de críticas às instituições religiosas. Aquela velha querela sobre Religião X Pensamento político/ crítico: “a religião é o ópio das massas” e por aí vai. Sim. A religião pode ser isso mesmo no mundo de hoje como pode ter sido em outros períodos da história. Ainda assim, seria uma afirmação parcial, pois graças à “religião”, tivemos o fomento para o estudo de línguas vernáculas, para criação da imprensa e desenvolvimento do conhecimento. Não nos esqueçamos de quem promoveu (paradoxalmente, também bloqueou) o conhecimento na Idade Média.


Contudo, o primeiro e o segundo vídeo juntos apontam uma questão muito importante: nosso modelo atual de civilização é, na verdade, um modelo não-civilizado e auto-destrutivo. Sua instituição mais cruel: o dinheiro. Parece óbvio que se trata de uma questão de tempo para outro império cair. O mesmo aconteceu com os romanos, com o império bizantino etc. A história mostra que nenhum império dura para sempre. O que nós temos visto acontecer é um dando lugar a outro. E sempre esse outro que se proclama como a solução da época e se revela depois outra falácia. Ainda assim, nós persistimos. Por quê?

Como protestante e calvinista, tenho uma resposta para isso. Uma resposta que vem a mim através da fé cristã, que é encontrada nas Escrituras. Como parte de uma sociedade, observo que nós não temos a tendência de selecionar e filtrar informações tão cuidadosamente como deveríamos. Precisamos de tudo rápido, dificilmente mastigamos nossas refeições adequadamente. “Tempo é dinheiro”. Mas, por outro lado, vale a pena ver o que acontece em outras direções. Mudar nossas lentes e observar as coisas de um diferente ângulo. Então separe um tempo para assistir aos dois e dê a si um pouco de “pano pra manga” para pensar.

1 de set. de 2010

Argumento de autoridade X Web 2.0

Sempre tive muitos pudores pra falar do que eu não sabia. Lembro que, quando criança, um dos meus passatempos prediletos era... Ouvir. Somente isso: ouvir. E me deliciava quando vinham para casa as amigas da minha mãe e ficavam horas tomando café e proseando, contando histórias... Hoje em dia, já não se tem mais tanto esse hábito. O cotidiano corrido das capitais está se esparramando pelo globo e tomando, junto com as proporções de espaço, o tempo e o velho hábito do humano lidar com o humano sem mediações tecnológicas.

Mas a questão aqui não é o “humano” nem os hábitos... Mas falar e ouvir.

No dia 24 de agosto, estive em uma palestra sobre a abertura de um centro cultural do BNB (Banco do Nordeste). Proposta boa essa de consultar a comunidade da região para realizar a instalação do centro. Contextualizar o lugar, ouvir os artistas locais. Eles têm muito a dizer sobre o assunto! E havia muitos deles lá. Músicos, fotógrafos, pintores, cenógrafos.

A maioria presente era de músicos. Representantes da literatura, uma apenas. Curiosamente, alguém que não é da cidade: eu (rssss). Ainda assim (e não curiosamente), todos tinham uma opinião, uma contribuição a fazer de forma geral, dentro de suas áreas de atuação e também a respeito da integração entre segmentos diversos da arte. O interessante foi: ouvir quem tinha algo a dizer. E como se sentiam confortáveis aqueles que estavam falando sobre o que conheciam! Como andar em sua própria casa, em seu bairro... Espaço familiar. Território conhecido.

Movimentos como o desta palestra/ seminário (dentre outras situações em que me ponho a ouvir) me levam a reconfigurar o que eu poderia chamar de "lugar de fala". O que nos leva a legitimar um discurso e a desautorizar um outro. Parece-me que em épocas de web 2.0, uma reformulação seja necessária. Regras de um jogo ainda novo, pouco conhecido da grande maioria que sempre teve pouca voz e vez quando o assunto é novidade, quando atinge instâncias maiores que sua situação econômica permite alcançar.

Ser "piniudo(a)", como se diz no sertão, é feio. Ser "politicamente incorreto" é feio. Não ser "sustentável" está completamente fora de questão. Até que ponto os que debatem na rede abertamente permitem-se "ser" e não representar uma persona virtual? Ainda assim, não considero essa uma das questões mais preocupantes. Mas quais são as autoridades, as falas e saberes que são legitimados pela "vox populi" como respeitável e verdadeiro. Hoje, temos mais de 17 milhões (só no Brasil) que dizem o que pode ser verdadeiro e respeitável. Hoje, uma atriz, sem nenhum pudor, pode dissertar sobre educação. Um bombeiro pode ser a voz dos oprimidos sobre saúde pública. Um palhaço (literalmente) pode se eleger deputado. Todos podemos ser técnicos de futebol, consultores em design, peritos em segurança pública sem nos dar ao trabalho de ler, sequer, o 1º parágrafo do código civil ou frequentar um curso na área. Tudo dentro do padrão "web 2.0", claro.

Obviamente, alguns desses exemplos podem ter sido caricaturados. Mas estes não se distanciam muito da realidade. Nós apenas passamos a considerar "natural" as construções que nos passam por imperceptíveis dada sua legitimação pela comunidade e frequência com que acontecem (nos jornais, programas de auditório, nas redes sociais etc). Do contrário, atire a primeira pedra aquele que nunca meteu o nariz onde não foi chamado.













Obs: Esse é um "cross-post" também publicado no Linfa-zine por ser uma reflexão individual que se baseia em um todo.

24 de jun. de 2010

O cérebro de Gil

Realmente não pensei de atualizar o blog hoje. Na verdade, quando retomei minhas "escrivinhanças" (obrigada M. por me emprestar o nome!), pensei no seguinte, vou atualizar numa média de 3 a 6 dias para manter vivo em mim o exercício da escrita. Mas... Reflexões, ideias, pensamentos, descargas não têm hora pra acontecer. E hoje, era de web 2.0, forço-me a, pelo menos, um rabiscos, umas palavras-chaves no meu celular para desenvolvê-las depois ou... Quando a situação permite, uma gravação mp3 quentinha com as ideias que estão tilintando na cachola na hora. HOJE, podemos fazer isso.

Ocorre que... Acabo de retornar de um workshop (pra mim, palestra) sobre "Estruturas inovadores em mídias sociais" ou nome bastante similar (meu cérebro costuma guardar cada vez menos coisas na medida em que meu notebook armazena mais) e... Lancei-me a escarafunchar uma ideia, um pensamento que está ainda um tanto amorfo... Como aquela massinha que brincávamos quando éramos crianças (na minha época brincávamos muito com coisas palpáveis)... Esse pensamento que me remete à pessoas... Ponho-me a refletir e a inquirir sobre o lugar do sentimento humano nessas diversas tramas de mundos digitais.

Deixamos de ser "humanos"? Jamais, penso eu. Nossas paixões talvez não tenham ganho com tanta intensidade, com tanta volúpia uma proporção tão grande. Hoje eu posso escrever em uma ferramenta e ter o privilégio de compartilhar reflexões, paixões com... Todos aqueles que são capazes de falar o mesmo idioma em que escrevo e se identificar com meus pensamentos. Mas... Aí é que está. O que incomoda, a mim, pelo menos... Nem todos. Há uma gama enoooooooorme (perdoem-me os que deteeeeeestam eeeeeeesse recuuuuuuuurso, eu adoro! haha) de pessoas que não se encontram tão frequentemente nestes "mundos virtuais" nem tampouco se encontrarão por aqui... Há todo um universo de paixões e humanidades a ser descoberto que o espaço virtual ignora... E o ignora por uma questão social (além de outras possibilidades). Penso, por exemplo, naquele que poderia ser um ótimo desenvolvedor de jogos, sua paixão seria criar histórias para games e outros jogos online, mas... Como dizer... Ele nem teria como saber dessa possibilidade, pois não conhece tais mundos.

Por outro lado, o homem sempre se redescobre, se reinventa. Uma máquina não cria suas possibilidades... Nós, homens, as criamos. E são possibilidades que precisam caber em nossas previsões, por isso são falhas, inexatas rs. Somos humanos! Somos seres apaixonados e apaixonantes!*

Onde isso tudo me leva? A pensar... Não posso me programar a atualizar este espaço em um intervalo de 3-6 dias. Eu não sou "programável"! Sinto fome em horários regulares se assim como, desintoxico-me fisiologicamente se assim me habituo, mas... Uma frase, uma pintura totalmente diferente do que eu normalmente considero bom me provoca um certo desprazer estético e então... Coloca-se todo um padrão por água abaixo. Quem já não se pegou dando um "presente errado" pra alguém próximo?

O cérebro de Gil já deixou de ser somente "eletrônico" há muito tempo. Mas...  Ainda somos os mesmos a ligar e a desligar. E essa é a minha hora: @lazzarus offline.



*Note que os derivados de "paixão" aqui nada tem a ver com um tipo de amor, mas com sofrimentos, sentimentos, uma "impressão viva".

21 de jun. de 2010

Do título

Permitindo-me a um "autoplágio" para fazer saber porque habito no "melhor dos mundos":


"Você, leitor, que está nesse exato momento se perguntando:
Por que esse título?
São tantas as respostas que ponho à prova minha capacidade de sintetizar o pensamento... As idéias.
E... Penso... Penso... Por onde começo?
Ah, já sei!
Alguns reconhecerão clara e oportunamente a influência de Monsieur Voltaire.
Sim! Monsieur Voltaire e seu Cândido protagonista que via em todos os lugares, apesar de todas as desgraças e dissabores, o melhor dos mundos.
Sim: o melhor dos mundos. E... Viva Midnight Oil que também lembrou da referência: o melhor dos mundos!
Vivas também para Roberto Jefferson e o brazuca que não se importa em ficar sem os míseros R$ 0,01 de troco!

Viva os milhões de idiotas e imbecis que deixaram a Claro (isso mesmo, a do celular “claro que você tem mais”), a Telemar e tantas outras “concessionárias de serviços públicos” entupirem nossas cabeças de dores!
Viva o “o jeitinho brasileiro” que nos permite dormir tranqüilos com tanta sacanagem volupiando na mente dos safados urubus que sobrevoam e infestam Brasília!!
Viva a depreciação da cultura, do fazer artístico nacional!!
E viv... Ops... Muitos “vivas” para um só post... Pois é, como você vê: estamos no melhor dos mundos.

Bem-vindo!"



P.s: Post originalmente publicado em 10/2005. Hoje, graças às políticas de segurança do Google, não consigo recuperar a senha para administrar meu antigo blog.

20 de mai. de 2010

De tempos em... séculos

Gente, pretendia escrever com calma sobre a Virada Cultural em SP. Pretendia escrever um conto, uma poesia. Tive ideias mil pra várias outras coisas. Todas me vieram quando estava andando, ou em trânsito, ou comendo com os amigos, ou na rua, ou viajando... Pois é :D

Na "cara dura": estou escrevendo porque meu note está fazendo um download que não posso parar (pois são atualizações que, há séculos, não tenho paciência de baixar) e... estou aqui dizendo, justamente, que só estou escrevendo porque não me resta outra coisa senão (junto ou separado, hein? Portuguêeeeeis, cadê você? iuhuuuu?)... Senão esperar. Legal, né?? :D

Então... Como ainda está nos 75%, sinto-me à vontade para continuar. Hum... Onde eu estava mesmo? Virada, virada... Ah, sim! A Virada! Pois é... Fiquei me perguntando se "virada" seria por causa do esquema de "24h ininterruptas" ou se é porque viram São Paulo do avesso? Bem... Nesse sentido, ouvi de uma pessoa o seguinte (mais ou menos nessas palavras):
-São Paulo é uma cidade que precisa dessas coisas, precisa de uma aversão a ordem, uma carnavalização.

Pois bem. Antes de tudo, preciso explicar... Fui pra tal Virada mais pra encontrar uma pessoa e pra acompanhar uma produção. Digamos que eu fui... Como um lindo acessório no terno de alguém (olha, que chique!). Mas, na qualidade de mera espectadora dos bastidores, pude perceber algumas coisas...

Sim. Deram toda assistência aos artistas convidados (até onde pude ver, repito). Todos os mimos, cuidados possíveis (droga... 79% ainda!). Agora... Programação dos eventos... Xi... Nisso aí, perde ponto, viu? Impressos desatualizados, informações desencontradas, grupos e cantores que não têm nada em comum partilhando o mesmo palco (ainda que em horário diferentes, mas ABBA antes da "Banda Cantoria", kakaka... Francamente!). Um verdadeiro carnaval. Quem foi assistir "Living Colour" (ahá! Google confirmou: eu sabia que era igual a escrita inglesa!), por exemplo, não teve dificuldade nenhuma. Todo mundo sabia! O ABBA? Idem. Agora... E a banda do "Zé Pretinho"? Alguém conseguia achar na programação? Mas... Nas portas dos locais incluídos na Virada, estava lá:

Programação Virada Cultural
Sábado - 15/05/2010 - Banda Zé Mané da Esquina de Casa
Domingo - 16/05/2010 - Seu João que Comeu Pão e Veio do Sertão

Voilà (86% AINDA! Eu vou cancelar essa bosta. Grrrr)... E as mudanças no trânsito, então? Puxa... Alguém avisou? Bem... Quem conhece a cidade e mora lá... Ótimo! No hotel em que eu estava ninguém sabia o que ia fechar e o que não ia... Aliás, acabo de me lembrar que saí com alguém da cidade! Mas... Peraí... Ela também não sabia quais acessos estavam liberados e quais não estavam. Mistério...

Já os horários... Nossa! Quanto esforço pra vencer o trânsito, os contratempos e começar tudo no horário! O paulistano gosta dessa coisa do relógio. Não que espetáculos no horário não aconteçam em outros lugares, mas... Lá o cronômetro é não é só um brinquedo (êeeeeh! 94%).

Voltando à carnavalização... Tem uma cena que eu vi que não consigo deixar de associar com a Virada... Seguinte: estávamos no carro de nossa amiga, eu e meu noivo, a caminho do hotel ou outro lugar, não me recordo bem. De repente, nossa amiga disse:
- Ué... Você está vendo o que eu tô vendo?
Olho pra frente e lá estava... Metade pra fora do carro... Branca como só um paulistano poderia ter (que me perdoem os que são mais bronzeados), falando por si só da tal "carnavalização", uma alusão direta ao Bart Simpson, uma obra "simpsoniana paulina", por assim dizer. Sim. Ela... Falava, gesticulava... O dono, coitado, não deve nem ter lembrado do ocorrido no dia seguinte, provavelmente, pelo seu estado alcóolico. Sem mais delongas: um par de glúteos! Uma bunda. Não digo com "B" maiúsculo porque... Pera lá, né... Devia pertencer a um sujeito tão franzino que me faz sentir feliz e aliviada por ter sido poupada de uma visão ainda mais patética (dada a distância de alguns carros a frente). Mas é isso...

Download concluído! Tá na minha hora :D Foi mal, gente, rs...