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17 de mar. de 2011

Sociabilidade na rede

Quebrando o jejum de dois meses, volto por aqui pra publicar uma coisa que já suspeitava... Os mais ativos na rede parecem mesmo ser os mais jovens também (cabeças menos tacanhas??). O link segue abaixo ;)

How Internet Users Feel the Need to Belong

31 de dez. de 2010

Receita de Ano Novo - por Drummond

Recebi por e-mail e, até o momento, uma das mensagens mais interessantes de virada de ano.

A todos, um feliz novo ciclo!

[]s


Parceiros e parceiras da cultura,
Em nome da Sefic/MinC, segue RECEITA DE ANO NOVO, por Carlos Drummond de Andrade.

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados,
começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é
fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

27 de out. de 2010

Schopenhauer


(English version)

I’m reading a series of essays by Arthur Schopenhauer taken from one of his books, which is called “Parerga und Paralipomena”, and today, I came up with the following:

“The presence of a thought is like the presence of someone beloved. We think we will never forget this thought and we will never be indifferent in relation to our beloved one. But far from the eyes, far from our heart! The most beautiful thought can be at risk of being irreversibly forgotten when it’s not written. The same way, our beloved one can leave us when we do not marry her”. (my translation)

Ok.
(...)

After a while, I had to certify (and to confess now) that I let A LOT of beloved thoughts go.
Since I started this blog, my intention was to create, give birth to thoughts, ideas, and deliria or as you like it. I killed them all or maybe... I have only numbed them, sedated them. They’re asleep and maybe, like the “beloved one” by Schopenhauer, some of them may have actually left me.

I may also have abandoned the “manifesto for a contemplative leisure”, “the echoes theory”, and those that I may actually have killed for I can’t even remember them.

Very well. In one of the posts in this blog, there’s a comment by a friend that says something about Clarice Lispector (a Brazilian writer, actually born in Ucrania) and Cecília Meireles (a Brazilian poetess) always having a notepad in their bags. I do not always have a notepad or even a pen with me... On the other hand, cell phone, MP3 player are always in my bag. I remember that once I tried to make some recordings. It didn’t work. Noisy places. Besides, I felt a bit weird talking to a recorder walking on the streets (wouldn’t you?).

Today, thanks to a notepad I have with me, and to my pen (a gift from some congress or meeting), I could write this post. Old school, old-fashioned, retro... Call it the way you want it. From now on: notepad will always be in my bag!