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6 de ago. de 2014

Ciclo encerrado

Pouco mais de dois anos e eu volto por estas paragens para dar uma informação importante. Coisa que eu devia ter falado antes, mas não me ocorreu. Enfim, digo agora. Há muito deixei de escrever neste blog. Vários motivos. Os mais importantes? Eu mudei. Este espaço já não me cabe mais. Já não vivo no "melhor dos mundos" de Voltaire (sim, ainda acho "Cândido ou o otimismo" interessante, mas o tema já não é mais de central importância pra mim), minha escrita mudou, mudaram conceitos e hoje entendo o espaço virtual mais como um compartilhar desta caminhada chamada vida. Por isso iniciei "Por desertos e campinas" que julgo ser mais coerente comigo mesma. A ideia desse novo blog é registrar e compartilhar cenas da vida, pensamentos que nos atravessam seja no deserto, seja na campina, entendendo que sobre todas as coisas Deus é soberano e um justo juiz. A você, que está chegando por aqui, convido a visitar este novo espaço (link acima). Para os leitores de "O melhor dos mundos", agradeço os comentários, as visitas e desejo-lhes uma boa travessia. É isso.

5 de jul. de 2011

Intervalo

Time's up! Pelo menos para o cérebro. Chega uma hora que "já deu", a mente cansa, as palavras se atropelam e os olhos dançam para todas as direções possíveis no afã de fugir de qualquer coisa mais difícil de processar. Daí, toca uma campanhia dizendo "hora da pausa"... É isso. Ócio lá vamos nós! Au revoir.

17 de mar. de 2011

Sociabilidade na rede

Quebrando o jejum de dois meses, volto por aqui pra publicar uma coisa que já suspeitava... Os mais ativos na rede parecem mesmo ser os mais jovens também (cabeças menos tacanhas??). O link segue abaixo ;)

How Internet Users Feel the Need to Belong

31 de dez. de 2010

Receita de Ano Novo - por Drummond

Recebi por e-mail e, até o momento, uma das mensagens mais interessantes de virada de ano.

A todos, um feliz novo ciclo!

[]s


Parceiros e parceiras da cultura,
Em nome da Sefic/MinC, segue RECEITA DE ANO NOVO, por Carlos Drummond de Andrade.

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados,
começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é
fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

22 de dez. de 2010

Mensagem de Natal (ou o que mais poderia ser?)

À medida que os últimos dias do ano correm, minha caixa de e-mails vai se abastecendo de mensagens natalinas. E fico no afã de responder, pois são pessoas queridas. Como todo mundo, pensei logo em uma mensagem que pudesse destinar a todos. Mas o que?

Nessa hora, tudo soa piegas, insuficiente, repetitivo, nada original... Também surge a vontade de encaminhar uma ou outra, recebi até uma ótima com um vídeo contando a história da Natividade na era virtual. Mas essa também vai "correr trecho", se espalhar nos milhares de "IPs" Brasil afora, enfim... "Chover no molhado". Mas então... O que??

Daí pensei nas belíssimas imagens e até vídeos que fiz ontem das festividades da cidade onde estou (sudoeste da Bahia). Tirei fotos de uma apresentação de reisado, filmei... Quer coisa mais natalina e brasileira que isso? E foi bonito de ver! Tão autêntico que havia até um bêbado no meio da folia, embaralhando os pés, se autocontagiando com o som dos pifes. Bem... É uma. Vídeo, foto... Pera lá. Abro os arquivos e dá aquele comichão doido de editar e quando você vê, edita uma, edita duas, edita três... E lá se vai toda a manhã, lá se vai aquela pilha de textos que se precisa ler, aquele tanto de e-mail pra responder. Bem... Melhor nem descarregar nada então. E, novamente, fico na mesma. Que mensagem?

Daí pensei... Mensagem... Poemas... Pessoa... Sim! Fernando Pessoa tem um poema sobre Natal! Começa assim ó:

"O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma."

Li e ponderei... É meio triste, né? Vai que envio esse poema para alguém que já acha o Natal uma coisa triste? Procurei mais um pouquinho e também achei um do Vinicius de Moraes:

"Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra."

Er... Deixemos os poemas para outra oportunidade, né? :D

De repente, me toco de que estou aqui (no blog), escrevendo sobre mensagens de Natal ¬¬. E essa também é uma mensagem de Natal! E nela, toda as outras: a do "Natal brega", a do "Natal poético", a do "Natal folclórico", a do "Natal virtual"... Seja qual for o Natal que admitimos para nós mesmos, será sempre uma época de "balanço", "reavaliação". Sendo assim... 

                
Um ótimo "reNatal" para todos!!!* 
                        


*E um Feliz Ano Novo etc etc etc e aquela coisa toda.
**E com quantas mais estrelinhas, balõezinhos, coelhinhos peludos, papais noeis quiserem.

27 de out. de 2010

Schopenhauer

Estou lendo “A arte de escrever” de Arthur Schopenhauer. Na verdade, o livro é composto por escritos de uma obra mais ampla do filósofo alemão chamada “Parerga und Paraliponema”.

Hoje li o seguinte trecho no livro:

“A presença de um pensamento é como a presença de quem se ama. Achamos que nunca esqueceremos esse pensamento e que nunca seremos indiferentes à nossa amada. Só que longe dos olhos, longe do coração! O mais belo pensamento corre o perigo de ser irremediavelmente esquecido quando não é escrito, assim como a amada pode nos abandonar se não nos casarmos com ela”

Ok.
(...)

Após longa pausa, precisei constatar (e agora confesso) que abandonei MUITOS amados.
Desde que criei este blog, a intenção foi dar vida, dar à luz pensamentos, ideias, devaneios ou como queira chamar. Matei-os ou talvez... Tão somente tenha-os dopado, sedado. Estão adormecidos e talvez, como a “amada” de Schopenhauer, alguns tenham mesmo me abandonado.

Assim foi com o “manifesto pelo ócio contemplativo”, a “teoria dos ecos” e os que, de fato, matei, pois sequer posso me lembrar deles.

Pois bem. Em alguma postagem nesse blog, um comentário de uma amiga diz algo sobre Clarice (Lispector) e Cecília Meireles (se não me engano) andarem com um caderninho, bloquinho de notas na bolsa. Nem sempre tenho um caderninho ou até mesmo uma caneta comigo... Em compensação, celular, MP4 estão sempre na bolsa. Lembro que uma vez tentei gravar. Não rolou. Barulho ambiente e achei meio estranho sair falando com um gravador na rua (você não?).

Hoje, graças ao bloquinho de rascunho que tenho em mãos e à minha caneta (brinde de um evento, inclusive), pude escrever essa postagem. “Old school”, “retro”... Chame como quiser. Bloquinho agora não vai sair da bolsa!

2 de ago. de 2010

Tempo e Espaço



Céu cinzento de outono - Conquista, BA

Enquanto penso no começo deste post, estou ouvindo ao vivo a transmissão do encerramento do Festival de Campos do Jordão. A página em branco é sempre um dilema pra quem escreve... Seja escritor, seja... "escriba" rs.

Comecei pelo título porque estes dois conceitos - tempo e espaço - têm flutuado em minha cabeça desde que cheguei ao Sul da Bahia, na cidade de Vitória da Conquista (ou Conquista, como é conhecida aqui). Explico.

Sempre que ouvia algo sobre a Bahia, a referência era sempre a do recôncavo... Salvador, praia, batuque, água de coco e acarajé. Sim. Há acarajé na Bahia (não só no litoral!), há água de coco, dentre outras coisas. Mas a percepção de um lugar sempre muda com a convivência nesse lugar (ou deveria rsss).

No filme, "O céu que nos protege", de Bertolucci, apresentam-se através das personagens a figura do viajante e do turista. O turista como sendo aquele que chega com o seu tempo determinado: ele viaja para conhecer e nada mais. Vai e volta. Leva consigo pra onde quer que vá suas referências e não abre mão delas. Para ele, não há diálogo, há estranheza, há o exótico. Tão logo ele saia dali, descarta a maioria das coisas que viveu. Por outro lado, o viajante abre-se para novos conhecimentos, para a troca. Suas referências lhe pertencem e ele tem pátria. Ao mesmo tempo, ele não teme o desconhecido e o mergulho no "outro". Ele dialoga, troca, interage e mergulha.

Infelizmente, no meu período mais frutífero em viagens (infância), eu não dominava os conhecimentos que domino hoje. Mas... Uma grande vantagem eu levava: a disposição para aprender, trocar. A curiosidade pueril.

A essa altura, você deve estar se perguntando: "Mas onde entra o tempo e o espaço nisso tudo??". É simples: categorias, entidades (como queira chamar, não estudei a ponto de defini-las), o fato é que estou com sérias desconfianças de que esses dois conceitos são chaves para se compreender uma outra cultura. As atividades sociais, eventos culturais, o cotidiano e tantas outras coisas que poderia enumerar acontecem tomando por base o tempo e o espaço. Talvez isto fique mais evidente quando se sai de uma metrópole como Rio de Janeiro/ São Paulo e se chegue a uma cidade de, aproximadamente, 318.000 habitantes. Toda a sua referência muda. As distâncias já não são tão excludentes, o tempo aproxima, sair para vários lugares no mesmo dia é permitido e, pra mim, o mais curiosamente estranho: encontrar sempre alguém quando se põe o pé fora de casa.

A partir daí, desse outro "tempo" e "espaço", todas as outras coisas se configuram: lojas que fecham durante o almoço. Lojas que abrem só no período da tarde, empregada que falta porque a tia da cunhada do primo precisa de alguém pra olhar o cachorro que está doente. Em suma, é TODA uma estrutura que se desenvolve sobre estes dois pilares: TEMPO/ ESPAÇO. E, ao que tudo indica, compreendendo-se estas relações (de como esse tempo e espaço determinam uma dada comunidade), conseguimos compreender também um pouquinho melhor aquilo que pra nós é exótico e estranho no outro.

É isso. Esses dois conceitos dão muito pano pra manga... Mas tenho também o meu "tempo interno" rs. Esse não é do interior. Esse é o da metrópole e está, no momento, me lembrando que preciso agora me dedicar a outras coisas. Não antes sem deixar aqui um exemplo do que disse. Uma das coisas que desde o início mais chamou a minha atenção em Conquista: a distância da terra para o céu. Portanto, espaço.

17 de jul. de 2010

Conquista

Estou devendo um post decente sobre Conquista... Mas, por hora, vou dizer o seguinte: aqui a gente encontra pessoas de todos os lugares, inclusive de Conquista mesmo =D

Planta ornamental para enfeitar a entrada das casas conquistenses

10 de jul. de 2010

Por aí, por ali...

Ando meio negligente com isso aqui.
Bem... Diz uma amiga que, quando estamos muito felizes, queremos viver e esquecemos do resto. Rs... Na verdade, eu não diria que é bem esse o caso. Ideias, inquietações, insights não faltam! Mas... Talvez eu esteja mais me alimentando dos insumos. Sim! Quem escreve também lê. Não escrevo por profissão (infelizmente rsss), mas... De acordo com as palavras desse moço Seu Fernando, talvez eu seja escritora...

"Antão"... Deixo aqui o insumo que estou matutando hoje:

O To be or not to be do escritor

#BeijoNãoMeLiguemNoFds

24 de jun. de 2010

O cérebro de Gil

Realmente não pensei de atualizar o blog hoje. Na verdade, quando retomei minhas "escrivinhanças" (obrigada M. por me emprestar o nome!), pensei no seguinte, vou atualizar numa média de 3 a 6 dias para manter vivo em mim o exercício da escrita. Mas... Reflexões, ideias, pensamentos, descargas não têm hora pra acontecer. E hoje, era de web 2.0, forço-me a, pelo menos, um rabiscos, umas palavras-chaves no meu celular para desenvolvê-las depois ou... Quando a situação permite, uma gravação mp3 quentinha com as ideias que estão tilintando na cachola na hora. HOJE, podemos fazer isso.

Ocorre que... Acabo de retornar de um workshop (pra mim, palestra) sobre "Estruturas inovadores em mídias sociais" ou nome bastante similar (meu cérebro costuma guardar cada vez menos coisas na medida em que meu notebook armazena mais) e... Lancei-me a escarafunchar uma ideia, um pensamento que está ainda um tanto amorfo... Como aquela massinha que brincávamos quando éramos crianças (na minha época brincávamos muito com coisas palpáveis)... Esse pensamento que me remete à pessoas... Ponho-me a refletir e a inquirir sobre o lugar do sentimento humano nessas diversas tramas de mundos digitais.

Deixamos de ser "humanos"? Jamais, penso eu. Nossas paixões talvez não tenham ganho com tanta intensidade, com tanta volúpia uma proporção tão grande. Hoje eu posso escrever em uma ferramenta e ter o privilégio de compartilhar reflexões, paixões com... Todos aqueles que são capazes de falar o mesmo idioma em que escrevo e se identificar com meus pensamentos. Mas... Aí é que está. O que incomoda, a mim, pelo menos... Nem todos. Há uma gama enoooooooorme (perdoem-me os que deteeeeeestam eeeeeeesse recuuuuuuuurso, eu adoro! haha) de pessoas que não se encontram tão frequentemente nestes "mundos virtuais" nem tampouco se encontrarão por aqui... Há todo um universo de paixões e humanidades a ser descoberto que o espaço virtual ignora... E o ignora por uma questão social (além de outras possibilidades). Penso, por exemplo, naquele que poderia ser um ótimo desenvolvedor de jogos, sua paixão seria criar histórias para games e outros jogos online, mas... Como dizer... Ele nem teria como saber dessa possibilidade, pois não conhece tais mundos.

Por outro lado, o homem sempre se redescobre, se reinventa. Uma máquina não cria suas possibilidades... Nós, homens, as criamos. E são possibilidades que precisam caber em nossas previsões, por isso são falhas, inexatas rs. Somos humanos! Somos seres apaixonados e apaixonantes!*

Onde isso tudo me leva? A pensar... Não posso me programar a atualizar este espaço em um intervalo de 3-6 dias. Eu não sou "programável"! Sinto fome em horários regulares se assim como, desintoxico-me fisiologicamente se assim me habituo, mas... Uma frase, uma pintura totalmente diferente do que eu normalmente considero bom me provoca um certo desprazer estético e então... Coloca-se todo um padrão por água abaixo. Quem já não se pegou dando um "presente errado" pra alguém próximo?

O cérebro de Gil já deixou de ser somente "eletrônico" há muito tempo. Mas...  Ainda somos os mesmos a ligar e a desligar. E essa é a minha hora: @lazzarus offline.



*Note que os derivados de "paixão" aqui nada tem a ver com um tipo de amor, mas com sofrimentos, sentimentos, uma "impressão viva".

21 de jun. de 2010

Do título

Permitindo-me a um "autoplágio" para fazer saber porque habito no "melhor dos mundos":


"Você, leitor, que está nesse exato momento se perguntando:
Por que esse título?
São tantas as respostas que ponho à prova minha capacidade de sintetizar o pensamento... As idéias.
E... Penso... Penso... Por onde começo?
Ah, já sei!
Alguns reconhecerão clara e oportunamente a influência de Monsieur Voltaire.
Sim! Monsieur Voltaire e seu Cândido protagonista que via em todos os lugares, apesar de todas as desgraças e dissabores, o melhor dos mundos.
Sim: o melhor dos mundos. E... Viva Midnight Oil que também lembrou da referência: o melhor dos mundos!
Vivas também para Roberto Jefferson e o brazuca que não se importa em ficar sem os míseros R$ 0,01 de troco!

Viva os milhões de idiotas e imbecis que deixaram a Claro (isso mesmo, a do celular “claro que você tem mais”), a Telemar e tantas outras “concessionárias de serviços públicos” entupirem nossas cabeças de dores!
Viva o “o jeitinho brasileiro” que nos permite dormir tranqüilos com tanta sacanagem volupiando na mente dos safados urubus que sobrevoam e infestam Brasília!!
Viva a depreciação da cultura, do fazer artístico nacional!!
E viv... Ops... Muitos “vivas” para um só post... Pois é, como você vê: estamos no melhor dos mundos.

Bem-vindo!"



P.s: Post originalmente publicado em 10/2005. Hoje, graças às políticas de segurança do Google, não consigo recuperar a senha para administrar meu antigo blog.

3 de jun. de 2010

Rio das Outras


Plantão informa: neste feriadão tem Rio das Ostras Jazz & Blues.
Como sempre, "batendo o ponto" no Festival, Stanley Jordan e sua trupe. Destaque também para o trio de Ron Carter. Ao que parece, nesta edição, os esforços são de retomar os trilhos do tradicional jazz e blues.

Infelizmente, eu farei parte do coro que diz "Quando vi, já foi". Na próxima, quem sabe eu consiga chegar, pelo menos, no "Rio das Outras"...


20 de mai. de 2010

De tempos em... séculos

Gente, pretendia escrever com calma sobre a Virada Cultural em SP. Pretendia escrever um conto, uma poesia. Tive ideias mil pra várias outras coisas. Todas me vieram quando estava andando, ou em trânsito, ou comendo com os amigos, ou na rua, ou viajando... Pois é :D

Na "cara dura": estou escrevendo porque meu note está fazendo um download que não posso parar (pois são atualizações que, há séculos, não tenho paciência de baixar) e... estou aqui dizendo, justamente, que só estou escrevendo porque não me resta outra coisa senão (junto ou separado, hein? Portuguêeeeeis, cadê você? iuhuuuu?)... Senão esperar. Legal, né?? :D

Então... Como ainda está nos 75%, sinto-me à vontade para continuar. Hum... Onde eu estava mesmo? Virada, virada... Ah, sim! A Virada! Pois é... Fiquei me perguntando se "virada" seria por causa do esquema de "24h ininterruptas" ou se é porque viram São Paulo do avesso? Bem... Nesse sentido, ouvi de uma pessoa o seguinte (mais ou menos nessas palavras):
-São Paulo é uma cidade que precisa dessas coisas, precisa de uma aversão a ordem, uma carnavalização.

Pois bem. Antes de tudo, preciso explicar... Fui pra tal Virada mais pra encontrar uma pessoa e pra acompanhar uma produção. Digamos que eu fui... Como um lindo acessório no terno de alguém (olha, que chique!). Mas, na qualidade de mera espectadora dos bastidores, pude perceber algumas coisas...

Sim. Deram toda assistência aos artistas convidados (até onde pude ver, repito). Todos os mimos, cuidados possíveis (droga... 79% ainda!). Agora... Programação dos eventos... Xi... Nisso aí, perde ponto, viu? Impressos desatualizados, informações desencontradas, grupos e cantores que não têm nada em comum partilhando o mesmo palco (ainda que em horário diferentes, mas ABBA antes da "Banda Cantoria", kakaka... Francamente!). Um verdadeiro carnaval. Quem foi assistir "Living Colour" (ahá! Google confirmou: eu sabia que era igual a escrita inglesa!), por exemplo, não teve dificuldade nenhuma. Todo mundo sabia! O ABBA? Idem. Agora... E a banda do "Zé Pretinho"? Alguém conseguia achar na programação? Mas... Nas portas dos locais incluídos na Virada, estava lá:

Programação Virada Cultural
Sábado - 15/05/2010 - Banda Zé Mané da Esquina de Casa
Domingo - 16/05/2010 - Seu João que Comeu Pão e Veio do Sertão

Voilà (86% AINDA! Eu vou cancelar essa bosta. Grrrr)... E as mudanças no trânsito, então? Puxa... Alguém avisou? Bem... Quem conhece a cidade e mora lá... Ótimo! No hotel em que eu estava ninguém sabia o que ia fechar e o que não ia... Aliás, acabo de me lembrar que saí com alguém da cidade! Mas... Peraí... Ela também não sabia quais acessos estavam liberados e quais não estavam. Mistério...

Já os horários... Nossa! Quanto esforço pra vencer o trânsito, os contratempos e começar tudo no horário! O paulistano gosta dessa coisa do relógio. Não que espetáculos no horário não aconteçam em outros lugares, mas... Lá o cronômetro é não é só um brinquedo (êeeeeh! 94%).

Voltando à carnavalização... Tem uma cena que eu vi que não consigo deixar de associar com a Virada... Seguinte: estávamos no carro de nossa amiga, eu e meu noivo, a caminho do hotel ou outro lugar, não me recordo bem. De repente, nossa amiga disse:
- Ué... Você está vendo o que eu tô vendo?
Olho pra frente e lá estava... Metade pra fora do carro... Branca como só um paulistano poderia ter (que me perdoem os que são mais bronzeados), falando por si só da tal "carnavalização", uma alusão direta ao Bart Simpson, uma obra "simpsoniana paulina", por assim dizer. Sim. Ela... Falava, gesticulava... O dono, coitado, não deve nem ter lembrado do ocorrido no dia seguinte, provavelmente, pelo seu estado alcóolico. Sem mais delongas: um par de glúteos! Uma bunda. Não digo com "B" maiúsculo porque... Pera lá, né... Devia pertencer a um sujeito tão franzino que me faz sentir feliz e aliviada por ter sido poupada de uma visão ainda mais patética (dada a distância de alguns carros a frente). Mas é isso...

Download concluído! Tá na minha hora :D Foi mal, gente, rs...


16 de fev. de 2010

Recordar...

Passando por aqui só para dar um alô (e por que não??). Mas... Aproveitando, gostaria de dizer por que dois blogs exatamente com o mesmo nome. Primeiro, porque "autoplágio" não é plágio. Pode ser... Cansaço mental, falta de criatividade, preguiça ou... simplesmente pirraça :D

Há cerca de um mês a Google me destitui do meu próprio "eu", mostrando que seu sistema de segurança é tão seguro que nem mesmo o próprio dono pode recuperar aquilo que lhe confere direito de ir e vir no espaço virtual: a senha. Eu poderia ter assumido meu falecimento googoliano ali ou... Me reinventar. Foi o que fiz. Se na vida real não podemos simplesmente nascer novamente, no ciberespaço essa é uma grande vantagem: a da exclusão e a da criação.


Desnecessário dizer mais. O que acrescentar? Perda da senha, vários formulários virtuais preenchidos, e-mails enviados... Uns %$#@*&%$#)(*&@#$! e um "novo velho blog". Que tal? Mas... Para satisfazer a curiosidade alheia, eis aqui o
link para o começo de tudo, só não esperem mais comentários publicados! rsss...

P.s: "O Melhor dos Mundos" é uma marca desregrada de Lazzarus Iltda.