Quebrando o jejum de dois meses, volto por aqui pra publicar uma coisa que já suspeitava... Os mais ativos na rede parecem mesmo ser os mais jovens também (cabeças menos tacanhas??). O link segue abaixo ;)
How Internet Users Feel the Need to Belong
Aqui eu vou registrar e "cuspir" minhas inquietudes, "insights", enfim: os pensamentos que, com força quase que própria, teimem em explodir. Trata-se de um êxodo na esperança de ouvir outras vozes que clamem do deserto. A quem se enxergar nesses escritos: minhas boas vindas!
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17 de mar. de 2011
19 de set. de 2010
Zeitgeist
"It is no measure of health to be well adjusted to a profoundly sick society" - Krishnamurti
You may not have ever heard about it. I googled the term above, "zeitgeist", and found out something like "the spirit of the times". Well, that refers to a movement, actually. Not only to a video. But to this post, I'll consider the videos at first.
I happened to know the second video first. It's called "Zeitgeist - Addendum". Good soundtrack, concept... Camera. The same about the first. But I have little to say about the form. I wouldn't have enough accuracy to talk about it. As for the content, thousand words. I'll be concise, though.
The first video starts by criticising religious institutions. That very old issue about Religion X Political/ Critical thinking: "religion is the opium of the people" and so and so. Yeah, it can be nowadays as it was in other periods of our History. Yet, it's a partial statement, for thanks to "religion", we had the promoting of vernacular language studies, printing press, and knowledge itself. Let's not forget who promoted (and paradoxally also blocked) knowledge in the Middle Ages.
Nevertheless, the first and second video altogether point out a very important issue: that our current model of civilization is actually "uncivilized", and self-destructive. The cruellest institution: money. It turns to be obvious that it is a matter of time for another empire fall. The same happened with The Romans, The Bizantine, etc. History shows that no empire endures forever. What we have seen to happen is that one gives place to another, and it is always one that allegedly claims to be the solution of the time, and reveals itself as being another failure. Yet, we're persistent. Why?
As calvinist protestant, I got an answer for this. An answer that comes through Christian spirituality, that is found in the Scriptures. As part of a society, I observe that we tend not to select and filter information as carefully as we should. We need things fast, we barely chew our meals properly. "Time is money". But, on the other hand, it is worth it to see what goes in other directions. Change our lenses and observe things from a different point of view. So take time to watch both videos, and give yourself some food for thought.
1 de set. de 2010
Argumento de autoridade X Web 2.0
Sempre tive muitos pudores pra falar do que eu não sabia. Lembro que, quando criança, um dos meus passatempos prediletos era... Ouvir. Somente isso: ouvir. E me deliciava quando vinham para casa as amigas da minha mãe e ficavam horas tomando café e proseando, contando histórias... Hoje em dia, já não se tem mais tanto esse hábito. O cotidiano corrido das capitais está se esparramando pelo globo e tomando, junto com as proporções de espaço, o tempo e o velho hábito do humano lidar com o humano sem mediações tecnológicas.
Mas a questão aqui não é o “humano” nem os hábitos... Mas falar e ouvir.
No dia 24 de agosto, estive em uma palestra sobre a abertura de um centro cultural do BNB (Banco do Nordeste). Proposta boa essa de consultar a comunidade da região para realizar a instalação do centro. Contextualizar o lugar, ouvir os artistas locais. Eles têm muito a dizer sobre o assunto! E havia muitos deles lá. Músicos, fotógrafos, pintores, cenógrafos.
A maioria presente era de músicos. Representantes da literatura, uma apenas. Curiosamente, alguém que não é da cidade: eu (rssss). Ainda assim (e não curiosamente), todos tinham uma opinião, uma contribuição a fazer de forma geral, dentro de suas áreas de atuação e também a respeito da integração entre segmentos diversos da arte. O interessante foi: ouvir quem tinha algo a dizer. E como se sentiam confortáveis aqueles que estavam falando sobre o que conheciam! Como andar em sua própria casa, em seu bairro... Espaço familiar. Território conhecido.
Movimentos como o desta palestra/ seminário (dentre outras situações em que me ponho a ouvir) me levam a reconfigurar o que eu poderia chamar de "lugar de fala". O que nos leva a legitimar um discurso e a desautorizar um outro. Parece-me que em épocas de web 2.0, uma reformulação seja necessária. Regras de um jogo ainda novo, pouco conhecido da grande maioria que sempre teve pouca voz e vez quando o assunto é novidade, quando atinge instâncias maiores que sua situação econômica permite alcançar.
Ser "piniudo(a)", como se diz no sertão, é feio. Ser "politicamente incorreto" é feio. Não ser "sustentável" está completamente fora de questão. Até que ponto os que debatem na rede abertamente permitem-se "ser" e não representar uma persona virtual? Ainda assim, não considero essa uma das questões mais preocupantes. Mas quais são as autoridades, as falas e saberes que são legitimados pela "vox populi" como respeitável e verdadeiro. Hoje, temos mais de 17 milhões (só no Brasil) que dizem o que pode ser verdadeiro e respeitável. Hoje, uma atriz, sem nenhum pudor, pode dissertar sobre educação. Um bombeiro pode ser a voz dos oprimidos sobre saúde pública. Um palhaço (literalmente) pode se eleger deputado. Todos podemos ser técnicos de futebol, consultores em design, peritos em segurança pública sem nos dar ao trabalho de ler, sequer, o 1º parágrafo do código civil ou frequentar um curso na área. Tudo dentro do padrão "web 2.0", claro.
Obviamente, alguns desses exemplos podem ter sido caricaturados. Mas estes não se distanciam muito da realidade. Nós apenas passamos a considerar "natural" as construções que nos passam por imperceptíveis dada sua legitimação pela comunidade e frequência com que acontecem (nos jornais, programas de auditório, nas redes sociais etc). Do contrário, atire a primeira pedra aquele que nunca meteu o nariz onde não foi chamado.
Obs: Esse é um "cross-post" também publicado no Linfa-zine por ser uma reflexão individual que se baseia em um todo.
Mas a questão aqui não é o “humano” nem os hábitos... Mas falar e ouvir.
No dia 24 de agosto, estive em uma palestra sobre a abertura de um centro cultural do BNB (Banco do Nordeste). Proposta boa essa de consultar a comunidade da região para realizar a instalação do centro. Contextualizar o lugar, ouvir os artistas locais. Eles têm muito a dizer sobre o assunto! E havia muitos deles lá. Músicos, fotógrafos, pintores, cenógrafos.
A maioria presente era de músicos. Representantes da literatura, uma apenas. Curiosamente, alguém que não é da cidade: eu (rssss). Ainda assim (e não curiosamente), todos tinham uma opinião, uma contribuição a fazer de forma geral, dentro de suas áreas de atuação e também a respeito da integração entre segmentos diversos da arte. O interessante foi: ouvir quem tinha algo a dizer. E como se sentiam confortáveis aqueles que estavam falando sobre o que conheciam! Como andar em sua própria casa, em seu bairro... Espaço familiar. Território conhecido.
Movimentos como o desta palestra/ seminário (dentre outras situações em que me ponho a ouvir) me levam a reconfigurar o que eu poderia chamar de "lugar de fala". O que nos leva a legitimar um discurso e a desautorizar um outro. Parece-me que em épocas de web 2.0, uma reformulação seja necessária. Regras de um jogo ainda novo, pouco conhecido da grande maioria que sempre teve pouca voz e vez quando o assunto é novidade, quando atinge instâncias maiores que sua situação econômica permite alcançar.
Ser "piniudo(a)", como se diz no sertão, é feio. Ser "politicamente incorreto" é feio. Não ser "sustentável" está completamente fora de questão. Até que ponto os que debatem na rede abertamente permitem-se "ser" e não representar uma persona virtual? Ainda assim, não considero essa uma das questões mais preocupantes. Mas quais são as autoridades, as falas e saberes que são legitimados pela "vox populi" como respeitável e verdadeiro. Hoje, temos mais de 17 milhões (só no Brasil) que dizem o que pode ser verdadeiro e respeitável. Hoje, uma atriz, sem nenhum pudor, pode dissertar sobre educação. Um bombeiro pode ser a voz dos oprimidos sobre saúde pública. Um palhaço (literalmente) pode se eleger deputado. Todos podemos ser técnicos de futebol, consultores em design, peritos em segurança pública sem nos dar ao trabalho de ler, sequer, o 1º parágrafo do código civil ou frequentar um curso na área. Tudo dentro do padrão "web 2.0", claro.
Obviamente, alguns desses exemplos podem ter sido caricaturados. Mas estes não se distanciam muito da realidade. Nós apenas passamos a considerar "natural" as construções que nos passam por imperceptíveis dada sua legitimação pela comunidade e frequência com que acontecem (nos jornais, programas de auditório, nas redes sociais etc). Do contrário, atire a primeira pedra aquele que nunca meteu o nariz onde não foi chamado.
Obs: Esse é um "cross-post" também publicado no Linfa-zine por ser uma reflexão individual que se baseia em um todo.
22 de jun. de 2010
Dersu
For a long time, I have grown the habit of paying my debts with the so called seventh art. Actually, I got some credits with it. I met Bergman, Woody Allen (one of my favorites), Truffaut (my beloved one!), but... still I knew so little about the eastern movie-makers. So I decided to give it a try and dive into Kurosawa's imaginative scenery.
Yeah... I met a very sweet old man. A humble and simple hunter, but showing that kind of wisdom we seem to have lost while building skyscrapers and malls. Dersu didn't know to live in the city. He knew something different. He knew the nature. He could find his way back by following his footprints, he could forecast storms through the wind... He respected nature, and nature respected him. No big deal for someone who is used to living in the hills, maybe. Yeah... Maybe.
The greatest achievement of the movie that I see is to remind us of the beauty of human encounters. Two completely distinctive men that happen to be under the same circumstances as we all are under the sun. A respectable and intelligent man of the city on one side and a wise and strong man of the hills on the other.
Henceforth, Kurosawa goes beyond the encounter. The movie opens possibilities to a lot of metaphors... The desert, the fight for surviving difficult situations, the value of a helping hand...
I would say watching Dersu Uzala (Akira Kurosawa, 1975) is a good exercise to make us strong enough to handle the "Chronos tyrannical government" of our times. Just that... Stop and behold. What is good is never old.
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