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12 de out. de 2011


Às vezes, me sinto amarga
Às vezes, estou entalada
E então te quero vazio
Insípido, inodoro, inoperante

Te quero distante

Inexistente
Fagulha morta
Fresta fechada
Sem fogo
Sem água
Inerte
Mortal
Passageiro

Um trema entrelinhas

Cidade fantasma
Voz inaudível
E sufocada

Morrendo...

Morren...
Morre...
Mor...
M...

No vazio dessa plenitude amarga...




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12 de jul. de 2011

Entrapped

I’m a Lion

Roaring alone in a deep forest

A bear chasing food

A bird in a cage

A mocking bird in silence

A Robin without wood

 A serpent creeping for no attack

A Miró painting in black

A sparrow flying over the swamp

A ladybug in the mud, in the mud, in the mud…


There goes Ms “I have no voice”

There goes Ms “give me some space”

Out of reach, out of me, out of place

6 de jul. de 2011

Headache

It's the kind of pain that says I feel rejected
It's the kind of pain that says how I miss to be passionately loved
It's the kind of pain that says how frozen future is
It's the kind of pain that keeps screaming "I miss it"
It's the kind of pain that fakes a smile
It's the kind of pain that stings the stomach
It's the kind of pain that echoes in the air
It's the kind of pain that doesn't have to last.

11 de abr. de 2011

Knock knock

If you knock on my door
I'm not in
If you come to my old places
I'm not in
If you collapse in the middle of the street
I'm not in
If you find travelling in time the greatest fantasy ever
I'm not in
Even if you love the most "lovable" thing in the world
I'm not in
And if you come to find out the most stupid act of yours
I'm not in
Here, there, anytime
Or maybe just for now...
I'm NOT a tiny little bit of myself in

3 de abr. de 2011

A piece of living or poetry as you might wish

What is music but living sounds?
What is poetry but a moving voice?
What is  there that makes someone to grasp in his or her hands a merely trace of illusion?
Aren't you desperate for saying?
Are we desperate for hearing?
No bare truth is well accepted.
Keep it clean, keep it clear
Loud and feared.


P.s: This "piece of living" was written right after I watched the movie "The last station" about Leon Tolstoy.

31 de dez. de 2010

Receita de Ano Novo - por Drummond

Recebi por e-mail e, até o momento, uma das mensagens mais interessantes de virada de ano.

A todos, um feliz novo ciclo!

[]s


Parceiros e parceiras da cultura,
Em nome da Sefic/MinC, segue RECEITA DE ANO NOVO, por Carlos Drummond de Andrade.

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados,
começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é
fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

16 de out. de 2010

Poema sem nome

Sua voz é um ruído
Um embuste
Seu pensamento...
Uma tela vazia
Uma rede sem buracos, sem fundo

Você e o vácuo...
Que diferença!
Pois o vácuo tem presença
O vácuo é
O vácuo sabe

Suas palavras
Tão plenas quanto um domingo de chuva
Sem luz
Eu?
Uma sombra na escuridão
Que perde o rumo
Perde o prumo
Vagueia no mar
Da frustração

22 de ago. de 2010

Vento Oriental

Não tenho lugar, nem quem
As paredes que me abrigam
Estas mesmas paredes
De gelo, de cinza, de ferro
Me contém

Os sons que invadem meus ouvidos
Não sei quais são
O olhar, o rosto amigo
Fizeram-se dispersão

Tudo vento, tudo areia
As formas que antes desenhei
O mar desfez
Tornou-se lama
Fez-se pó
Trouxe o vento
Ilusão

2 de jul. de 2010

Viagem

Quantas coisas cabem em uma mala?
Expectativas, vontades, apreensão, sonhos?

A medida do meu sonho é a medida da minha esperança...


15 de jun. de 2010

Antropomorfose

Pessoas
A dança das pessoas
Mediação, interação
Entre poucas e boas
boas senhoras, garotas
universos vários,
dispersos de si?
...


Diálogo de sensações
Emoções
Todas iguais
Todas humanas
Pessoais


P.s: Achei estes escritos a lápis na última página de um livro que gostei bastante.



26 de mai. de 2010

De fora pra dentro



Cuide do seu pé. Até os defeitos têm tratamento...






(English Version)

From outside to inside

Take good care of your feet, even your flaws are treatable.


27 de mar. de 2010

One plus one

You kissed
You told me
Is it true you hold me?

I hope it is so
To let it grow
I need a yes
Not maybe or just
Not considering I must
A step that goes to the next

One plus one = one
One plus one = 3
Or maybe more
One more

Would it be?
Would you give me?
Would I have to buy?
Would I get "none" before I die?

30 de jan. de 2010

A piece of writing

I’m a Lion
Roaring alone in the deep forest
A bear chasing food
A bird in a cage
A mocking bird in silence
A Robin without wood

A serpent creeping for no attack
A Miró painting in black
A sparrow flying over the swamp
A ladybug in the mud, in the mud, in the mud…

There goes Ms “I have no voice”
There goes Ms “give me some space”
Out of reach, out of me, out of place