Aqui eu vou registrar e "cuspir" minhas inquietudes, "insights", enfim: os pensamentos que, com força quase que própria, teimem em explodir. Trata-se de um êxodo na esperança de ouvir outras vozes que clamem do deserto. A quem se enxergar nesses escritos: minhas boas vindas!
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1 de fev. de 2012
12 de out. de 2011
Às vezes, me sinto amarga
Às vezes, estou entalada
E então te quero vazio
Insípido, inodoro, inoperante
Te quero distante
Inexistente
Fagulha morta
Fresta fechada
Sem fogo
Sem água
Inerte
Mortal
Passageiro
Um trema entrelinhas
Cidade fantasma
Voz inaudível
E sufocada
Morrendo...
Morren...
Morre...
Mor...
M...
No vazio dessa plenitude amarga...
[ ]
12 de jul. de 2011
Entrapped
I’m a Lion
Roaring alone in a deep forest
A bear chasing food
A bird in a cage
A mocking bird in silence
A Robin without wood
A serpent creeping for no attack
A Miró painting in black
A sparrow flying over the swamp
A ladybug in the mud, in the mud, in the mud…
There goes Ms “I have no voice”
There goes Ms “give me some space”
Out of reach, out of me, out of place
Roaring alone in a deep forest
A bear chasing food
A bird in a cage
A mocking bird in silence
A Robin without wood
A serpent creeping for no attack
A Miró painting in black
A sparrow flying over the swamp
A ladybug in the mud, in the mud, in the mud…
There goes Ms “I have no voice”
There goes Ms “give me some space”
Out of reach, out of me, out of place
9 de jul. de 2011
Recado no post it
Vou ali e já volto. Vou só no mercado fazer umas comprinhas... Aliás, você sabe onde anda minha vontade? Eu costumava guardar dentro do meu riso? Deixei em algum lugar e não consigo lembrar onde... Se achar, me liga! Ou então vou ter de comprar de novo...
6 de jul. de 2011
Headache
It's the kind of pain that says I feel rejected
It's the kind of pain that says how I miss to be passionately loved
It's the kind of pain that says how frozen future is
It's the kind of pain that keeps screaming "I miss it"
It's the kind of pain that fakes a smile
It's the kind of pain that stings the stomach
It's the kind of pain that echoes in the air
It's the kind of pain that doesn't have to last.
It's the kind of pain that says how I miss to be passionately loved
It's the kind of pain that says how frozen future is
It's the kind of pain that keeps screaming "I miss it"
It's the kind of pain that fakes a smile
It's the kind of pain that stings the stomach
It's the kind of pain that echoes in the air
It's the kind of pain that doesn't have to last.
23 de abr. de 2011
Mais um pedaço de caminho
Uma vontade que cala
Uma tristeza que quer andar sozinha
E silencia
Espaços antes navegados
Incompreendidos
Difusos
Permitidos
Como a esperar em um saguão
Como a tatear em mata cerrada
Como a ouvir o rugido do leão
E dorme...
Anestesiada pela condição
Absorta na imensidão do vácuo
De sonhos vencidos, derrotados
De portas entreabertas
De vontades de ser
De satisfazer
Ou sucumbir
Como a cantar salmos na lira soturna
E refazer os caminhos que levam
Novamente
Em movimentos contínuos, teimosos
Em contrição e reconhecimento
Domar os acontecimentos
Render-se à Soberania
E confortar-se nos braços do Pai
Uma tristeza caminha sozinha...
Uma tristeza que quer andar sozinha
E silencia
Espaços antes navegados
Incompreendidos
Difusos
Permitidos
Como a esperar em um saguão
Como a tatear em mata cerrada
Como a ouvir o rugido do leão
E dorme...
Anestesiada pela condição
Absorta na imensidão do vácuo
De sonhos vencidos, derrotados
De portas entreabertas
De vontades de ser
De satisfazer
Ou sucumbir
Como a cantar salmos na lira soturna
E refazer os caminhos que levam
Novamente
Em movimentos contínuos, teimosos
Em contrição e reconhecimento
Domar os acontecimentos
Render-se à Soberania
E confortar-se nos braços do Pai
Uma tristeza caminha sozinha...
11 de abr. de 2011
Knock knock
If you knock on my door
I'm not in
If you come to my old places
I'm not in
If you collapse in the middle of the street
I'm not in
If you find travelling in time the greatest fantasy ever
I'm not in
Even if you love the most "lovable" thing in the world
I'm not in
And if you come to find out the most stupid act of yours
I'm not in
Here, there, anytime
Or maybe just for now...
I'm NOT a tiny little bit of myself in
I'm not in
If you come to my old places
I'm not in
If you collapse in the middle of the street
I'm not in
If you find travelling in time the greatest fantasy ever
I'm not in
Even if you love the most "lovable" thing in the world
I'm not in
And if you come to find out the most stupid act of yours
I'm not in
Here, there, anytime
Or maybe just for now...
I'm NOT a tiny little bit of myself in
3 de abr. de 2011
A piece of living or poetry as you might wish
What is music but living sounds?
What is poetry but a moving voice?
What is there that makes someone to grasp in his or her hands a merely trace of illusion?
Aren't you desperate for saying?
Are we desperate for hearing?
No bare truth is well accepted.
Keep it clean, keep it clear
Loud and feared.
P.s: This "piece of living" was written right after I watched the movie "The last station" about Leon Tolstoy.
What is poetry but a moving voice?
What is there that makes someone to grasp in his or her hands a merely trace of illusion?
Aren't you desperate for saying?
Are we desperate for hearing?
No bare truth is well accepted.
Keep it clean, keep it clear
Loud and feared.
P.s: This "piece of living" was written right after I watched the movie "The last station" about Leon Tolstoy.
27 de out. de 2010
Schopenhauer
(English version)
I’m reading a series of essays by Arthur Schopenhauer taken from one of his books, which is called “Parerga und Paralipomena”, and today, I came up with the following:
“The presence of a thought is like the presence of someone beloved. We think we will never forget this thought and we will never be indifferent in relation to our beloved one. But far from the eyes, far from our heart! The most beautiful thought can be at risk of being irreversibly forgotten when it’s not written. The same way, our beloved one can leave us when we do not marry her”. (my translation)
Ok.
(...)
After a while, I had to certify (and to confess now) that I let A LOT of beloved thoughts go.
Since I started this blog, my intention was to create, give birth to thoughts, ideas, and deliria or as you like it. I killed them all or maybe... I have only numbed them, sedated them. They’re asleep and maybe, like the “beloved one” by Schopenhauer, some of them may have actually left me.
I may also have abandoned the “manifesto for a contemplative leisure”, “the echoes theory”, and those that I may actually have killed for I can’t even remember them.
Very well. In one of the posts in this blog, there’s a comment by a friend that says something about Clarice Lispector (a Brazilian writer, actually born in Ucrania) and Cecília Meireles (a Brazilian poetess) always having a notepad in their bags. I do not always have a notepad or even a pen with me... On the other hand, cell phone, MP3 player are always in my bag. I remember that once I tried to make some recordings. It didn’t work. Noisy places. Besides, I felt a bit weird talking to a recorder walking on the streets (wouldn’t you?).
Today, thanks to a notepad I have with me, and to my pen (a gift from some congress or meeting), I could write this post. Old school, old-fashioned, retro... Call it the way you want it. From now on: notepad will always be in my bag!
16 de out. de 2010
Poema sem nome
Sua voz é um ruído
Um embuste
Seu pensamento...
Uma tela vazia
Uma rede sem buracos, sem fundo
Você e o vácuo...
Que diferença!
Pois o vácuo tem presença
O vácuo é
O vácuo sabe
Suas palavras
Tão plenas quanto um domingo de chuva
Sem luz
Eu?
Uma sombra na escuridão
Que perde o rumo
Perde o prumo
Vagueia no mar
Da frustração
Um embuste
Seu pensamento...
Uma tela vazia
Uma rede sem buracos, sem fundo
Você e o vácuo...
Que diferença!
Pois o vácuo tem presença
O vácuo é
O vácuo sabe
Suas palavras
Tão plenas quanto um domingo de chuva
Sem luz
Eu?
Uma sombra na escuridão
Que perde o rumo
Perde o prumo
Vagueia no mar
Da frustração
13 de ago. de 2010
2 de jul. de 2010
Viagem
Quantas coisas cabem em uma mala?
Expectativas, vontades, apreensão, sonhos?
A medida do meu sonho é a medida da minha esperança...
Expectativas, vontades, apreensão, sonhos?
A medida do meu sonho é a medida da minha esperança...
24 de jun. de 2010
O cérebro de Gil
Realmente não pensei de atualizar o blog hoje. Na verdade, quando retomei minhas "escrivinhanças" (obrigada M. por me emprestar o nome!), pensei no seguinte, vou atualizar numa média de 3 a 6 dias para manter vivo em mim o exercício da escrita. Mas... Reflexões, ideias, pensamentos, descargas não têm hora pra acontecer. E hoje, era de web 2.0, forço-me a, pelo menos, um rabiscos, umas palavras-chaves no meu celular para desenvolvê-las depois ou... Quando a situação permite, uma gravação mp3 quentinha com as ideias que estão tilintando na cachola na hora. HOJE, podemos fazer isso.
Ocorre que... Acabo de retornar de um workshop (pra mim, palestra) sobre "Estruturas inovadores em mídias sociais" ou nome bastante similar (meu cérebro costuma guardar cada vez menos coisas na medida em que meu notebook armazena mais) e... Lancei-me a escarafunchar uma ideia, um pensamento que está ainda um tanto amorfo... Como aquela massinha que brincávamos quando éramos crianças (na minha época brincávamos muito com coisas palpáveis)... Esse pensamento que me remete à pessoas... Ponho-me a refletir e a inquirir sobre o lugar do sentimento humano nessas diversas tramas de mundos digitais.
Deixamos de ser "humanos"? Jamais, penso eu. Nossas paixões talvez não tenham ganho com tanta intensidade, com tanta volúpia uma proporção tão grande. Hoje eu posso escrever em uma ferramenta e ter o privilégio de compartilhar reflexões, paixões com... Todos aqueles que são capazes de falar o mesmo idioma em que escrevo e se identificar com meus pensamentos. Mas... Aí é que está. O que incomoda, a mim, pelo menos... Nem todos. Há uma gama enoooooooorme (perdoem-me os que deteeeeeestam eeeeeeesse recuuuuuuuurso, eu adoro! haha) de pessoas que não se encontram tão frequentemente nestes "mundos virtuais" nem tampouco se encontrarão por aqui... Há todo um universo de paixões e humanidades a ser descoberto que o espaço virtual ignora... E o ignora por uma questão social (além de outras possibilidades). Penso, por exemplo, naquele que poderia ser um ótimo desenvolvedor de jogos, sua paixão seria criar histórias para games e outros jogos online, mas... Como dizer... Ele nem teria como saber dessa possibilidade, pois não conhece tais mundos.
Por outro lado, o homem sempre se redescobre, se reinventa. Uma máquina não cria suas possibilidades... Nós, homens, as criamos. E são possibilidades que precisam caber em nossas previsões, por isso são falhas, inexatas rs. Somos humanos! Somos seres apaixonados e apaixonantes!*
Onde isso tudo me leva? A pensar... Não posso me programar a atualizar este espaço em um intervalo de 3-6 dias. Eu não sou "programável"! Sinto fome em horários regulares se assim como, desintoxico-me fisiologicamente se assim me habituo, mas... Uma frase, uma pintura totalmente diferente do que eu normalmente considero bom me provoca um certo desprazer estético e então... Coloca-se todo um padrão por água abaixo. Quem já não se pegou dando um "presente errado" pra alguém próximo?
O cérebro de Gil já deixou de ser somente "eletrônico" há muito tempo. Mas... Ainda somos os mesmos a ligar e a desligar. E essa é a minha hora: @lazzarus offline.
*Note que os derivados de "paixão" aqui nada tem a ver com um tipo de amor, mas com sofrimentos, sentimentos, uma "impressão viva".
Ocorre que... Acabo de retornar de um workshop (pra mim, palestra) sobre "Estruturas inovadores em mídias sociais" ou nome bastante similar (meu cérebro costuma guardar cada vez menos coisas na medida em que meu notebook armazena mais) e... Lancei-me a escarafunchar uma ideia, um pensamento que está ainda um tanto amorfo... Como aquela massinha que brincávamos quando éramos crianças (na minha época brincávamos muito com coisas palpáveis)... Esse pensamento que me remete à pessoas... Ponho-me a refletir e a inquirir sobre o lugar do sentimento humano nessas diversas tramas de mundos digitais.
Deixamos de ser "humanos"? Jamais, penso eu. Nossas paixões talvez não tenham ganho com tanta intensidade, com tanta volúpia uma proporção tão grande. Hoje eu posso escrever em uma ferramenta e ter o privilégio de compartilhar reflexões, paixões com... Todos aqueles que são capazes de falar o mesmo idioma em que escrevo e se identificar com meus pensamentos. Mas... Aí é que está. O que incomoda, a mim, pelo menos... Nem todos. Há uma gama enoooooooorme (perdoem-me os que deteeeeeestam eeeeeeesse recuuuuuuuurso, eu adoro! haha) de pessoas que não se encontram tão frequentemente nestes "mundos virtuais" nem tampouco se encontrarão por aqui... Há todo um universo de paixões e humanidades a ser descoberto que o espaço virtual ignora... E o ignora por uma questão social (além de outras possibilidades). Penso, por exemplo, naquele que poderia ser um ótimo desenvolvedor de jogos, sua paixão seria criar histórias para games e outros jogos online, mas... Como dizer... Ele nem teria como saber dessa possibilidade, pois não conhece tais mundos.
Por outro lado, o homem sempre se redescobre, se reinventa. Uma máquina não cria suas possibilidades... Nós, homens, as criamos. E são possibilidades que precisam caber em nossas previsões, por isso são falhas, inexatas rs. Somos humanos! Somos seres apaixonados e apaixonantes!*
Onde isso tudo me leva? A pensar... Não posso me programar a atualizar este espaço em um intervalo de 3-6 dias. Eu não sou "programável"! Sinto fome em horários regulares se assim como, desintoxico-me fisiologicamente se assim me habituo, mas... Uma frase, uma pintura totalmente diferente do que eu normalmente considero bom me provoca um certo desprazer estético e então... Coloca-se todo um padrão por água abaixo. Quem já não se pegou dando um "presente errado" pra alguém próximo?
O cérebro de Gil já deixou de ser somente "eletrônico" há muito tempo. Mas... Ainda somos os mesmos a ligar e a desligar. E essa é a minha hora: @lazzarus offline.
*Note que os derivados de "paixão" aqui nada tem a ver com um tipo de amor, mas com sofrimentos, sentimentos, uma "impressão viva".
26 de mai. de 2010
De fora pra dentro
Cuide do seu pé. Até os defeitos têm tratamento...

(English Version)
From outside to inside
Take good care of your feet, even your flaws are treatable.
27 de mar. de 2010
One plus one
You kissed
You told me
Is it true you hold me?
I hope it is so
To let it grow
I need a yes
Not maybe or just
Not maybe or just
Not considering I must
A step that goes to the next
One plus one = one
One plus one = 3
Or maybe more
One more
Would it be?
Would you give me?
Would I have to buy?
Would I get "none" before I die?
30 de jan. de 2010
A piece of writing
I’m a Lion
Roaring alone in the deep forest
A bear chasing food
A bird in a cage
A mocking bird in silence
A Robin without wood
A serpent creeping for no attack
A Miró painting in black
A sparrow flying over the swamp
A ladybug in the mud, in the mud, in the mud…
There goes Ms “I have no voice”
There goes Ms “give me some space”
Out of reach, out of me, out of place
Roaring alone in the deep forest
A bear chasing food
A bird in a cage
A mocking bird in silence
A Robin without wood
A serpent creeping for no attack
A Miró painting in black
A sparrow flying over the swamp
A ladybug in the mud, in the mud, in the mud…
There goes Ms “I have no voice”
There goes Ms “give me some space”
Out of reach, out of me, out of place
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