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1 de abr. de 2011

Provérbios (des)encantados

Apesar de hoje ser o "dia da mentira" resolvi passar por aqui para dizer o que acredito ser uma grande verdade:
 Não tenha medo dos seus fracassos, pois a primeira obra de todo ser humano é sempre uma M (literalmente!)...

Despite today being "the fool's day", I decided to write what I believe to be a big truth:
Don't be afraid of failure. The first great production of every human being is shit (literally!)...

17 de mar. de 2011

Sociabilidade na rede

Quebrando o jejum de dois meses, volto por aqui pra publicar uma coisa que já suspeitava... Os mais ativos na rede parecem mesmo ser os mais jovens também (cabeças menos tacanhas??). O link segue abaixo ;)

How Internet Users Feel the Need to Belong

22 de dez. de 2010

Mensagem de Natal (ou o que mais poderia ser?)

À medida que os últimos dias do ano correm, minha caixa de e-mails vai se abastecendo de mensagens natalinas. E fico no afã de responder, pois são pessoas queridas. Como todo mundo, pensei logo em uma mensagem que pudesse destinar a todos. Mas o que?

Nessa hora, tudo soa piegas, insuficiente, repetitivo, nada original... Também surge a vontade de encaminhar uma ou outra, recebi até uma ótima com um vídeo contando a história da Natividade na era virtual. Mas essa também vai "correr trecho", se espalhar nos milhares de "IPs" Brasil afora, enfim... "Chover no molhado". Mas então... O que??

Daí pensei nas belíssimas imagens e até vídeos que fiz ontem das festividades da cidade onde estou (sudoeste da Bahia). Tirei fotos de uma apresentação de reisado, filmei... Quer coisa mais natalina e brasileira que isso? E foi bonito de ver! Tão autêntico que havia até um bêbado no meio da folia, embaralhando os pés, se autocontagiando com o som dos pifes. Bem... É uma. Vídeo, foto... Pera lá. Abro os arquivos e dá aquele comichão doido de editar e quando você vê, edita uma, edita duas, edita três... E lá se vai toda a manhã, lá se vai aquela pilha de textos que se precisa ler, aquele tanto de e-mail pra responder. Bem... Melhor nem descarregar nada então. E, novamente, fico na mesma. Que mensagem?

Daí pensei... Mensagem... Poemas... Pessoa... Sim! Fernando Pessoa tem um poema sobre Natal! Começa assim ó:

"O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma."

Li e ponderei... É meio triste, né? Vai que envio esse poema para alguém que já acha o Natal uma coisa triste? Procurei mais um pouquinho e também achei um do Vinicius de Moraes:

"Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra."

Er... Deixemos os poemas para outra oportunidade, né? :D

De repente, me toco de que estou aqui (no blog), escrevendo sobre mensagens de Natal ¬¬. E essa também é uma mensagem de Natal! E nela, toda as outras: a do "Natal brega", a do "Natal poético", a do "Natal folclórico", a do "Natal virtual"... Seja qual for o Natal que admitimos para nós mesmos, será sempre uma época de "balanço", "reavaliação". Sendo assim... 

                
Um ótimo "reNatal" para todos!!!* 
                        


*E um Feliz Ano Novo etc etc etc e aquela coisa toda.
**E com quantas mais estrelinhas, balõezinhos, coelhinhos peludos, papais noeis quiserem.

1 de set. de 2010

Argumento de autoridade X Web 2.0

Sempre tive muitos pudores pra falar do que eu não sabia. Lembro que, quando criança, um dos meus passatempos prediletos era... Ouvir. Somente isso: ouvir. E me deliciava quando vinham para casa as amigas da minha mãe e ficavam horas tomando café e proseando, contando histórias... Hoje em dia, já não se tem mais tanto esse hábito. O cotidiano corrido das capitais está se esparramando pelo globo e tomando, junto com as proporções de espaço, o tempo e o velho hábito do humano lidar com o humano sem mediações tecnológicas.

Mas a questão aqui não é o “humano” nem os hábitos... Mas falar e ouvir.

No dia 24 de agosto, estive em uma palestra sobre a abertura de um centro cultural do BNB (Banco do Nordeste). Proposta boa essa de consultar a comunidade da região para realizar a instalação do centro. Contextualizar o lugar, ouvir os artistas locais. Eles têm muito a dizer sobre o assunto! E havia muitos deles lá. Músicos, fotógrafos, pintores, cenógrafos.

A maioria presente era de músicos. Representantes da literatura, uma apenas. Curiosamente, alguém que não é da cidade: eu (rssss). Ainda assim (e não curiosamente), todos tinham uma opinião, uma contribuição a fazer de forma geral, dentro de suas áreas de atuação e também a respeito da integração entre segmentos diversos da arte. O interessante foi: ouvir quem tinha algo a dizer. E como se sentiam confortáveis aqueles que estavam falando sobre o que conheciam! Como andar em sua própria casa, em seu bairro... Espaço familiar. Território conhecido.

Movimentos como o desta palestra/ seminário (dentre outras situações em que me ponho a ouvir) me levam a reconfigurar o que eu poderia chamar de "lugar de fala". O que nos leva a legitimar um discurso e a desautorizar um outro. Parece-me que em épocas de web 2.0, uma reformulação seja necessária. Regras de um jogo ainda novo, pouco conhecido da grande maioria que sempre teve pouca voz e vez quando o assunto é novidade, quando atinge instâncias maiores que sua situação econômica permite alcançar.

Ser "piniudo(a)", como se diz no sertão, é feio. Ser "politicamente incorreto" é feio. Não ser "sustentável" está completamente fora de questão. Até que ponto os que debatem na rede abertamente permitem-se "ser" e não representar uma persona virtual? Ainda assim, não considero essa uma das questões mais preocupantes. Mas quais são as autoridades, as falas e saberes que são legitimados pela "vox populi" como respeitável e verdadeiro. Hoje, temos mais de 17 milhões (só no Brasil) que dizem o que pode ser verdadeiro e respeitável. Hoje, uma atriz, sem nenhum pudor, pode dissertar sobre educação. Um bombeiro pode ser a voz dos oprimidos sobre saúde pública. Um palhaço (literalmente) pode se eleger deputado. Todos podemos ser técnicos de futebol, consultores em design, peritos em segurança pública sem nos dar ao trabalho de ler, sequer, o 1º parágrafo do código civil ou frequentar um curso na área. Tudo dentro do padrão "web 2.0", claro.

Obviamente, alguns desses exemplos podem ter sido caricaturados. Mas estes não se distanciam muito da realidade. Nós apenas passamos a considerar "natural" as construções que nos passam por imperceptíveis dada sua legitimação pela comunidade e frequência com que acontecem (nos jornais, programas de auditório, nas redes sociais etc). Do contrário, atire a primeira pedra aquele que nunca meteu o nariz onde não foi chamado.













Obs: Esse é um "cross-post" também publicado no Linfa-zine por ser uma reflexão individual que se baseia em um todo.

2 de ago. de 2010

Tempo e Espaço



Céu cinzento de outono - Conquista, BA

Enquanto penso no começo deste post, estou ouvindo ao vivo a transmissão do encerramento do Festival de Campos do Jordão. A página em branco é sempre um dilema pra quem escreve... Seja escritor, seja... "escriba" rs.

Comecei pelo título porque estes dois conceitos - tempo e espaço - têm flutuado em minha cabeça desde que cheguei ao Sul da Bahia, na cidade de Vitória da Conquista (ou Conquista, como é conhecida aqui). Explico.

Sempre que ouvia algo sobre a Bahia, a referência era sempre a do recôncavo... Salvador, praia, batuque, água de coco e acarajé. Sim. Há acarajé na Bahia (não só no litoral!), há água de coco, dentre outras coisas. Mas a percepção de um lugar sempre muda com a convivência nesse lugar (ou deveria rsss).

No filme, "O céu que nos protege", de Bertolucci, apresentam-se através das personagens a figura do viajante e do turista. O turista como sendo aquele que chega com o seu tempo determinado: ele viaja para conhecer e nada mais. Vai e volta. Leva consigo pra onde quer que vá suas referências e não abre mão delas. Para ele, não há diálogo, há estranheza, há o exótico. Tão logo ele saia dali, descarta a maioria das coisas que viveu. Por outro lado, o viajante abre-se para novos conhecimentos, para a troca. Suas referências lhe pertencem e ele tem pátria. Ao mesmo tempo, ele não teme o desconhecido e o mergulho no "outro". Ele dialoga, troca, interage e mergulha.

Infelizmente, no meu período mais frutífero em viagens (infância), eu não dominava os conhecimentos que domino hoje. Mas... Uma grande vantagem eu levava: a disposição para aprender, trocar. A curiosidade pueril.

A essa altura, você deve estar se perguntando: "Mas onde entra o tempo e o espaço nisso tudo??". É simples: categorias, entidades (como queira chamar, não estudei a ponto de defini-las), o fato é que estou com sérias desconfianças de que esses dois conceitos são chaves para se compreender uma outra cultura. As atividades sociais, eventos culturais, o cotidiano e tantas outras coisas que poderia enumerar acontecem tomando por base o tempo e o espaço. Talvez isto fique mais evidente quando se sai de uma metrópole como Rio de Janeiro/ São Paulo e se chegue a uma cidade de, aproximadamente, 318.000 habitantes. Toda a sua referência muda. As distâncias já não são tão excludentes, o tempo aproxima, sair para vários lugares no mesmo dia é permitido e, pra mim, o mais curiosamente estranho: encontrar sempre alguém quando se põe o pé fora de casa.

A partir daí, desse outro "tempo" e "espaço", todas as outras coisas se configuram: lojas que fecham durante o almoço. Lojas que abrem só no período da tarde, empregada que falta porque a tia da cunhada do primo precisa de alguém pra olhar o cachorro que está doente. Em suma, é TODA uma estrutura que se desenvolve sobre estes dois pilares: TEMPO/ ESPAÇO. E, ao que tudo indica, compreendendo-se estas relações (de como esse tempo e espaço determinam uma dada comunidade), conseguimos compreender também um pouquinho melhor aquilo que pra nós é exótico e estranho no outro.

É isso. Esses dois conceitos dão muito pano pra manga... Mas tenho também o meu "tempo interno" rs. Esse não é do interior. Esse é o da metrópole e está, no momento, me lembrando que preciso agora me dedicar a outras coisas. Não antes sem deixar aqui um exemplo do que disse. Uma das coisas que desde o início mais chamou a minha atenção em Conquista: a distância da terra para o céu. Portanto, espaço.

17 de jul. de 2010

Conquista

Estou devendo um post decente sobre Conquista... Mas, por hora, vou dizer o seguinte: aqui a gente encontra pessoas de todos os lugares, inclusive de Conquista mesmo =D

Planta ornamental para enfeitar a entrada das casas conquistenses