Recebi por e-mail e, até o momento, uma das mensagens mais interessantes de virada de ano.
A todos, um feliz novo ciclo!
[]s
Parceiros e parceiras da cultura,
Em nome da Sefic/MinC, segue RECEITA DE ANO NOVO, por Carlos Drummond de Andrade.
Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados,
começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é
fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Aqui eu vou registrar e "cuspir" minhas inquietudes, "insights", enfim: os pensamentos que, com força quase que própria, teimem em explodir. Trata-se de um êxodo na esperança de ouvir outras vozes que clamem do deserto. A quem se enxergar nesses escritos: minhas boas vindas!
Mostrando postagens com marcador lendoagora. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lendoagora. Mostrar todas as postagens
31 de dez. de 2010
27 de out. de 2010
Schopenhauer
Estou lendo “A arte de escrever” de Arthur Schopenhauer. Na verdade, o livro é composto por escritos de uma obra mais ampla do filósofo alemão chamada “Parerga und Paraliponema”.
Hoje li o seguinte trecho no livro:
“A presença de um pensamento é como a presença de quem se ama. Achamos que nunca esqueceremos esse pensamento e que nunca seremos indiferentes à nossa amada. Só que longe dos olhos, longe do coração! O mais belo pensamento corre o perigo de ser irremediavelmente esquecido quando não é escrito, assim como a amada pode nos abandonar se não nos casarmos com ela”
Ok.
(...)
Após longa pausa, precisei constatar (e agora confesso) que abandonei MUITOS amados.
Desde que criei este blog, a intenção foi dar vida, dar à luz pensamentos, ideias, devaneios ou como queira chamar. Matei-os ou talvez... Tão somente tenha-os dopado, sedado. Estão adormecidos e talvez, como a “amada” de Schopenhauer, alguns tenham mesmo me abandonado.
Assim foi com o “manifesto pelo ócio contemplativo”, a “teoria dos ecos” e os que, de fato, matei, pois sequer posso me lembrar deles.
Pois bem. Em alguma postagem nesse blog, um comentário de uma amiga diz algo sobre Clarice (Lispector) e Cecília Meireles (se não me engano) andarem com um caderninho, bloquinho de notas na bolsa. Nem sempre tenho um caderninho ou até mesmo uma caneta comigo... Em compensação, celular, MP4 estão sempre na bolsa. Lembro que uma vez tentei gravar. Não rolou. Barulho ambiente e achei meio estranho sair falando com um gravador na rua (você não?).
Hoje, graças ao bloquinho de rascunho que tenho em mãos e à minha caneta (brinde de um evento, inclusive), pude escrever essa postagem. “Old school”, “retro”... Chame como quiser. Bloquinho agora não vai sair da bolsa!
10 de jul. de 2010
Por aí, por ali...
Ando meio negligente com isso aqui.
Bem... Diz uma amiga que, quando estamos muito felizes, queremos viver e esquecemos do resto. Rs... Na verdade, eu não diria que é bem esse o caso. Ideias, inquietações, insights não faltam! Mas... Talvez eu esteja mais me alimentando dos insumos. Sim! Quem escreve também lê. Não escrevo por profissão (infelizmente rsss), mas... De acordo com as palavras desse moço Seu Fernando, talvez eu seja escritora...
"Antão"... Deixo aqui o insumo que estou matutando hoje:
O To be or not to be do escritor
#BeijoNãoMeLiguemNoFds
Bem... Diz uma amiga que, quando estamos muito felizes, queremos viver e esquecemos do resto. Rs... Na verdade, eu não diria que é bem esse o caso. Ideias, inquietações, insights não faltam! Mas... Talvez eu esteja mais me alimentando dos insumos. Sim! Quem escreve também lê. Não escrevo por profissão (infelizmente rsss), mas... De acordo com as palavras desse moço Seu Fernando, talvez eu seja escritora...
"Antão"... Deixo aqui o insumo que estou matutando hoje:
O To be or not to be do escritor
#BeijoNãoMeLiguemNoFds
6 de jun. de 2010
E por falar em amor...
Estou diante de mais um livro que me "prende" em casa. Sem laços, sem obrigações, sem prazo para terminar... Creio que esta pode ser uma das minhas definições de "livro bom", assim como "música boa é a que dá 'friozinho' na barriga", segundo uma amiga.
Lembro uma vez em que eu também me deixei "prender" por um livro. Era sábado à noite e eu estava na casa de um colega. Ele e o seu amigo me convidaram para sair. No entanto, meus planos eram bem outros... O livro que estava lendo, aproximava-se do final e eu estava avidamente devorando suas páginas não porque queria saber "o final", mas... O "enquanto", o processo se mostava tão ou até mais interessante. Pois bem. Eu, meio sem saber como dizê-lo... Inventei prontamente uma desculpa do tipo "tenho muita coisa pra fazer em casa". Na época, era uma desculpa bastante razoável, considerando que eu estudava e trabalhava. Mas puxa... "É sábado à noite!". Minha vontade de fantasia era maior. No entanto, este livro não trata somente de fantasia...
"Ele diz: Eu te amo. E o que a gente não ouve é: 'Eu te amo tanto quanto posso dentro das limitações dessa relação e desse meu momento de vida, dentro das minhas próprias limitações, dos meus medos e dos meus fechamentos".
O trecho acima, extraído do livro, é apenas uma pequena amostra das desconstruções que a autora faz sobre um tema tão exaustivamente falado e, não curiosamente, pouco entendido. Meu interesse pelo tema não vai tanto além do óbvio que atrai também a todas as outras pessoas. Mas, certamente, chegou em minhas mãos em uma época em que vejo pessoas queridas se debaterem com perguntas e sem entenderem a si mesmas.
Quanto a mim, não dispenso nem uma boa leitura! Mesmo o tema sendo de caráter tão prático. Para quem sempre encontra tempo até para ler manuais antes de operar quinquilharias tecnológicas (se você é um desses, engrosse o coro nos comentários! rsss), como não vasculhar o "impenetrável"?? No mais, sigo andando. "O caminho se faz ao caminhar"...
Assinar:
Postagens (Atom)