Debulhar a alma
Extrair cada detrito da alma
Forjar na alma o desejo de contrição
E se fartar do Espírito
Decepar o pecado
Recolher o fruto do arrependimento
Tomar de volta a paz roubada
E se fartar do Espírito
Contemplar o Criador
Conhecer Seus desejos e promessas
Zelo do Espírito, propícia estação
E fecundar o Espírito
Aqui eu vou registrar e "cuspir" minhas inquietudes, "insights", enfim: os pensamentos que, com força quase que própria, teimem em explodir. Trata-se de um êxodo na esperança de ouvir outras vozes que clamem do deserto. A quem se enxergar nesses escritos: minhas boas vindas!
Mostrando postagens com marcador bits of thoughts. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bits of thoughts. Mostrar todas as postagens
5 de mar. de 2012
26 de fev. de 2012
Nem te conto...
Ele, já em seus 86 anos, praticamente surdo. Sua audição funcionava a 30%. Ela, bem mais nova, 68 anos, bem disposta. Gostava de jogar cartas com as amigas nas noites de terça. A velhice não a impedia de acreditar na vida, de sonhar. Pensava ainda em visitar os castelos medievais na França, mas sua condição de professora aposentada não a tinha permitido sequer ir além de Buenos Aires.
Em uma tarde fresca de sábado, sentam-se os dois na pequena varanda do apartamento. Enquanto tomava seu chá de camomila, ela o contemplava:
- Nem te conto...
- O quê?
- Não te conto. Você vai saber.
- O quê??
- O quanto te amo.
- O quê??!
Ela o toma pelos braços e o leva a sentar-se ao piano, pedindo que ele tocasse o concerto que o fez ganhar o prêmio de melhor intérprete de Mozart no conservatório. Ele, com as mãos trêmulas pela idade, percorre o piano e, apesar da ótima condição auditiva da esposa, ele a faz extasiar-se com tão belos sons.
Em uma tarde fresca de sábado, sentam-se os dois na pequena varanda do apartamento. Enquanto tomava seu chá de camomila, ela o contemplava:
- Nem te conto...
- O quê?
- Não te conto. Você vai saber.
- O quê??
- O quanto te amo.
- O quê??!
Ela o toma pelos braços e o leva a sentar-se ao piano, pedindo que ele tocasse o concerto que o fez ganhar o prêmio de melhor intérprete de Mozart no conservatório. Ele, com as mãos trêmulas pela idade, percorre o piano e, apesar da ótima condição auditiva da esposa, ele a faz extasiar-se com tão belos sons.
1 de fev. de 2012
23 de abr. de 2011
Mais um pedaço de caminho
Uma vontade que cala
Uma tristeza que quer andar sozinha
E silencia
Espaços antes navegados
Incompreendidos
Difusos
Permitidos
Como a esperar em um saguão
Como a tatear em mata cerrada
Como a ouvir o rugido do leão
E dorme...
Anestesiada pela condição
Absorta na imensidão do vácuo
De sonhos vencidos, derrotados
De portas entreabertas
De vontades de ser
De satisfazer
Ou sucumbir
Como a cantar salmos na lira soturna
E refazer os caminhos que levam
Novamente
Em movimentos contínuos, teimosos
Em contrição e reconhecimento
Domar os acontecimentos
Render-se à Soberania
E confortar-se nos braços do Pai
Uma tristeza caminha sozinha...
Uma tristeza que quer andar sozinha
E silencia
Espaços antes navegados
Incompreendidos
Difusos
Permitidos
Como a esperar em um saguão
Como a tatear em mata cerrada
Como a ouvir o rugido do leão
E dorme...
Anestesiada pela condição
Absorta na imensidão do vácuo
De sonhos vencidos, derrotados
De portas entreabertas
De vontades de ser
De satisfazer
Ou sucumbir
Como a cantar salmos na lira soturna
E refazer os caminhos que levam
Novamente
Em movimentos contínuos, teimosos
Em contrição e reconhecimento
Domar os acontecimentos
Render-se à Soberania
E confortar-se nos braços do Pai
Uma tristeza caminha sozinha...
1 de abr. de 2011
Provérbios (des)encantados
Apesar de hoje ser o "dia da mentira" resolvi passar por aqui para dizer o que acredito ser uma grande verdade:
Não tenha medo dos seus fracassos, pois a primeira obra de todo ser humano é sempre uma M (literalmente!)...
Despite today being "the fool's day", I decided to write what I believe to be a big truth:
Don't be afraid of failure. The first great production of every human being is shit (literally!)...
Não tenha medo dos seus fracassos, pois a primeira obra de todo ser humano é sempre uma M (literalmente!)...
Despite today being "the fool's day", I decided to write what I believe to be a big truth:
Don't be afraid of failure. The first great production of every human being is shit (literally!)...
14 de jan. de 2011
Provérbios (des)encantados
Quando um espécime macho sapiens disser para você: "Vamos sair hoje para um lugar legal. Vamos fazer algo especial e diferente", verifique os sintomas para saber se é contagioso... Contudo, mais vale um macho com esta doença do que um são.
English version:
When an authentic male sapiens comes to you saying: "Let's go out tonight. Let's do something special and different", check the syntoms to find out if it's contagious... However, better a sick man like this than another who's not that sick.
English version:
When an authentic male sapiens comes to you saying: "Let's go out tonight. Let's do something special and different", check the syntoms to find out if it's contagious... However, better a sick man like this than another who's not that sick.
27 de out. de 2010
Schopenhauer
Estou lendo “A arte de escrever” de Arthur Schopenhauer. Na verdade, o livro é composto por escritos de uma obra mais ampla do filósofo alemão chamada “Parerga und Paraliponema”.
Hoje li o seguinte trecho no livro:
“A presença de um pensamento é como a presença de quem se ama. Achamos que nunca esqueceremos esse pensamento e que nunca seremos indiferentes à nossa amada. Só que longe dos olhos, longe do coração! O mais belo pensamento corre o perigo de ser irremediavelmente esquecido quando não é escrito, assim como a amada pode nos abandonar se não nos casarmos com ela”
Ok.
(...)
Após longa pausa, precisei constatar (e agora confesso) que abandonei MUITOS amados.
Desde que criei este blog, a intenção foi dar vida, dar à luz pensamentos, ideias, devaneios ou como queira chamar. Matei-os ou talvez... Tão somente tenha-os dopado, sedado. Estão adormecidos e talvez, como a “amada” de Schopenhauer, alguns tenham mesmo me abandonado.
Assim foi com o “manifesto pelo ócio contemplativo”, a “teoria dos ecos” e os que, de fato, matei, pois sequer posso me lembrar deles.
Pois bem. Em alguma postagem nesse blog, um comentário de uma amiga diz algo sobre Clarice (Lispector) e Cecília Meireles (se não me engano) andarem com um caderninho, bloquinho de notas na bolsa. Nem sempre tenho um caderninho ou até mesmo uma caneta comigo... Em compensação, celular, MP4 estão sempre na bolsa. Lembro que uma vez tentei gravar. Não rolou. Barulho ambiente e achei meio estranho sair falando com um gravador na rua (você não?).
Hoje, graças ao bloquinho de rascunho que tenho em mãos e à minha caneta (brinde de um evento, inclusive), pude escrever essa postagem. “Old school”, “retro”... Chame como quiser. Bloquinho agora não vai sair da bolsa!
Schopenhauer
(English version)
I’m reading a series of essays by Arthur Schopenhauer taken from one of his books, which is called “Parerga und Paralipomena”, and today, I came up with the following:
“The presence of a thought is like the presence of someone beloved. We think we will never forget this thought and we will never be indifferent in relation to our beloved one. But far from the eyes, far from our heart! The most beautiful thought can be at risk of being irreversibly forgotten when it’s not written. The same way, our beloved one can leave us when we do not marry her”. (my translation)
Ok.
(...)
After a while, I had to certify (and to confess now) that I let A LOT of beloved thoughts go.
Since I started this blog, my intention was to create, give birth to thoughts, ideas, and deliria or as you like it. I killed them all or maybe... I have only numbed them, sedated them. They’re asleep and maybe, like the “beloved one” by Schopenhauer, some of them may have actually left me.
I may also have abandoned the “manifesto for a contemplative leisure”, “the echoes theory”, and those that I may actually have killed for I can’t even remember them.
Very well. In one of the posts in this blog, there’s a comment by a friend that says something about Clarice Lispector (a Brazilian writer, actually born in Ucrania) and Cecília Meireles (a Brazilian poetess) always having a notepad in their bags. I do not always have a notepad or even a pen with me... On the other hand, cell phone, MP3 player are always in my bag. I remember that once I tried to make some recordings. It didn’t work. Noisy places. Besides, I felt a bit weird talking to a recorder walking on the streets (wouldn’t you?).
Today, thanks to a notepad I have with me, and to my pen (a gift from some congress or meeting), I could write this post. Old school, old-fashioned, retro... Call it the way you want it. From now on: notepad will always be in my bag!
19 de set. de 2010
Zeitgeist
"It is no measure of health to be well adjusted to a profoundly sick society" - Krishnamurti
You may not have ever heard about it. I googled the term above, "zeitgeist", and found out something like "the spirit of the times". Well, that refers to a movement, actually. Not only to a video. But to this post, I'll consider the videos at first.
I happened to know the second video first. It's called "Zeitgeist - Addendum". Good soundtrack, concept... Camera. The same about the first. But I have little to say about the form. I wouldn't have enough accuracy to talk about it. As for the content, thousand words. I'll be concise, though.
The first video starts by criticising religious institutions. That very old issue about Religion X Political/ Critical thinking: "religion is the opium of the people" and so and so. Yeah, it can be nowadays as it was in other periods of our History. Yet, it's a partial statement, for thanks to "religion", we had the promoting of vernacular language studies, printing press, and knowledge itself. Let's not forget who promoted (and paradoxally also blocked) knowledge in the Middle Ages.
Nevertheless, the first and second video altogether point out a very important issue: that our current model of civilization is actually "uncivilized", and self-destructive. The cruellest institution: money. It turns to be obvious that it is a matter of time for another empire fall. The same happened with The Romans, The Bizantine, etc. History shows that no empire endures forever. What we have seen to happen is that one gives place to another, and it is always one that allegedly claims to be the solution of the time, and reveals itself as being another failure. Yet, we're persistent. Why?
As calvinist protestant, I got an answer for this. An answer that comes through Christian spirituality, that is found in the Scriptures. As part of a society, I observe that we tend not to select and filter information as carefully as we should. We need things fast, we barely chew our meals properly. "Time is money". But, on the other hand, it is worth it to see what goes in other directions. Change our lenses and observe things from a different point of view. So take time to watch both videos, and give yourself some food for thought.
1 de set. de 2010
Argumento de autoridade X Web 2.0
Sempre tive muitos pudores pra falar do que eu não sabia. Lembro que, quando criança, um dos meus passatempos prediletos era... Ouvir. Somente isso: ouvir. E me deliciava quando vinham para casa as amigas da minha mãe e ficavam horas tomando café e proseando, contando histórias... Hoje em dia, já não se tem mais tanto esse hábito. O cotidiano corrido das capitais está se esparramando pelo globo e tomando, junto com as proporções de espaço, o tempo e o velho hábito do humano lidar com o humano sem mediações tecnológicas.
Mas a questão aqui não é o “humano” nem os hábitos... Mas falar e ouvir.
No dia 24 de agosto, estive em uma palestra sobre a abertura de um centro cultural do BNB (Banco do Nordeste). Proposta boa essa de consultar a comunidade da região para realizar a instalação do centro. Contextualizar o lugar, ouvir os artistas locais. Eles têm muito a dizer sobre o assunto! E havia muitos deles lá. Músicos, fotógrafos, pintores, cenógrafos.
A maioria presente era de músicos. Representantes da literatura, uma apenas. Curiosamente, alguém que não é da cidade: eu (rssss). Ainda assim (e não curiosamente), todos tinham uma opinião, uma contribuição a fazer de forma geral, dentro de suas áreas de atuação e também a respeito da integração entre segmentos diversos da arte. O interessante foi: ouvir quem tinha algo a dizer. E como se sentiam confortáveis aqueles que estavam falando sobre o que conheciam! Como andar em sua própria casa, em seu bairro... Espaço familiar. Território conhecido.
Movimentos como o desta palestra/ seminário (dentre outras situações em que me ponho a ouvir) me levam a reconfigurar o que eu poderia chamar de "lugar de fala". O que nos leva a legitimar um discurso e a desautorizar um outro. Parece-me que em épocas de web 2.0, uma reformulação seja necessária. Regras de um jogo ainda novo, pouco conhecido da grande maioria que sempre teve pouca voz e vez quando o assunto é novidade, quando atinge instâncias maiores que sua situação econômica permite alcançar.
Ser "piniudo(a)", como se diz no sertão, é feio. Ser "politicamente incorreto" é feio. Não ser "sustentável" está completamente fora de questão. Até que ponto os que debatem na rede abertamente permitem-se "ser" e não representar uma persona virtual? Ainda assim, não considero essa uma das questões mais preocupantes. Mas quais são as autoridades, as falas e saberes que são legitimados pela "vox populi" como respeitável e verdadeiro. Hoje, temos mais de 17 milhões (só no Brasil) que dizem o que pode ser verdadeiro e respeitável. Hoje, uma atriz, sem nenhum pudor, pode dissertar sobre educação. Um bombeiro pode ser a voz dos oprimidos sobre saúde pública. Um palhaço (literalmente) pode se eleger deputado. Todos podemos ser técnicos de futebol, consultores em design, peritos em segurança pública sem nos dar ao trabalho de ler, sequer, o 1º parágrafo do código civil ou frequentar um curso na área. Tudo dentro do padrão "web 2.0", claro.
Obviamente, alguns desses exemplos podem ter sido caricaturados. Mas estes não se distanciam muito da realidade. Nós apenas passamos a considerar "natural" as construções que nos passam por imperceptíveis dada sua legitimação pela comunidade e frequência com que acontecem (nos jornais, programas de auditório, nas redes sociais etc). Do contrário, atire a primeira pedra aquele que nunca meteu o nariz onde não foi chamado.
Obs: Esse é um "cross-post" também publicado no Linfa-zine por ser uma reflexão individual que se baseia em um todo.
Mas a questão aqui não é o “humano” nem os hábitos... Mas falar e ouvir.
No dia 24 de agosto, estive em uma palestra sobre a abertura de um centro cultural do BNB (Banco do Nordeste). Proposta boa essa de consultar a comunidade da região para realizar a instalação do centro. Contextualizar o lugar, ouvir os artistas locais. Eles têm muito a dizer sobre o assunto! E havia muitos deles lá. Músicos, fotógrafos, pintores, cenógrafos.
A maioria presente era de músicos. Representantes da literatura, uma apenas. Curiosamente, alguém que não é da cidade: eu (rssss). Ainda assim (e não curiosamente), todos tinham uma opinião, uma contribuição a fazer de forma geral, dentro de suas áreas de atuação e também a respeito da integração entre segmentos diversos da arte. O interessante foi: ouvir quem tinha algo a dizer. E como se sentiam confortáveis aqueles que estavam falando sobre o que conheciam! Como andar em sua própria casa, em seu bairro... Espaço familiar. Território conhecido.
Movimentos como o desta palestra/ seminário (dentre outras situações em que me ponho a ouvir) me levam a reconfigurar o que eu poderia chamar de "lugar de fala". O que nos leva a legitimar um discurso e a desautorizar um outro. Parece-me que em épocas de web 2.0, uma reformulação seja necessária. Regras de um jogo ainda novo, pouco conhecido da grande maioria que sempre teve pouca voz e vez quando o assunto é novidade, quando atinge instâncias maiores que sua situação econômica permite alcançar.
Ser "piniudo(a)", como se diz no sertão, é feio. Ser "politicamente incorreto" é feio. Não ser "sustentável" está completamente fora de questão. Até que ponto os que debatem na rede abertamente permitem-se "ser" e não representar uma persona virtual? Ainda assim, não considero essa uma das questões mais preocupantes. Mas quais são as autoridades, as falas e saberes que são legitimados pela "vox populi" como respeitável e verdadeiro. Hoje, temos mais de 17 milhões (só no Brasil) que dizem o que pode ser verdadeiro e respeitável. Hoje, uma atriz, sem nenhum pudor, pode dissertar sobre educação. Um bombeiro pode ser a voz dos oprimidos sobre saúde pública. Um palhaço (literalmente) pode se eleger deputado. Todos podemos ser técnicos de futebol, consultores em design, peritos em segurança pública sem nos dar ao trabalho de ler, sequer, o 1º parágrafo do código civil ou frequentar um curso na área. Tudo dentro do padrão "web 2.0", claro.
Obviamente, alguns desses exemplos podem ter sido caricaturados. Mas estes não se distanciam muito da realidade. Nós apenas passamos a considerar "natural" as construções que nos passam por imperceptíveis dada sua legitimação pela comunidade e frequência com que acontecem (nos jornais, programas de auditório, nas redes sociais etc). Do contrário, atire a primeira pedra aquele que nunca meteu o nariz onde não foi chamado.
Obs: Esse é um "cross-post" também publicado no Linfa-zine por ser uma reflexão individual que se baseia em um todo.
13 de ago. de 2010
10 de jul. de 2010
Por aí, por ali...
Ando meio negligente com isso aqui.
Bem... Diz uma amiga que, quando estamos muito felizes, queremos viver e esquecemos do resto. Rs... Na verdade, eu não diria que é bem esse o caso. Ideias, inquietações, insights não faltam! Mas... Talvez eu esteja mais me alimentando dos insumos. Sim! Quem escreve também lê. Não escrevo por profissão (infelizmente rsss), mas... De acordo com as palavras desse moço Seu Fernando, talvez eu seja escritora...
"Antão"... Deixo aqui o insumo que estou matutando hoje:
O To be or not to be do escritor
#BeijoNãoMeLiguemNoFds
Bem... Diz uma amiga que, quando estamos muito felizes, queremos viver e esquecemos do resto. Rs... Na verdade, eu não diria que é bem esse o caso. Ideias, inquietações, insights não faltam! Mas... Talvez eu esteja mais me alimentando dos insumos. Sim! Quem escreve também lê. Não escrevo por profissão (infelizmente rsss), mas... De acordo com as palavras desse moço Seu Fernando, talvez eu seja escritora...
"Antão"... Deixo aqui o insumo que estou matutando hoje:
O To be or not to be do escritor
#BeijoNãoMeLiguemNoFds
2 de jul. de 2010
Viagem
Quantas coisas cabem em uma mala?
Expectativas, vontades, apreensão, sonhos?
A medida do meu sonho é a medida da minha esperança...
Expectativas, vontades, apreensão, sonhos?
A medida do meu sonho é a medida da minha esperança...
24 de jun. de 2010
O cérebro de Gil
Realmente não pensei de atualizar o blog hoje. Na verdade, quando retomei minhas "escrivinhanças" (obrigada M. por me emprestar o nome!), pensei no seguinte, vou atualizar numa média de 3 a 6 dias para manter vivo em mim o exercício da escrita. Mas... Reflexões, ideias, pensamentos, descargas não têm hora pra acontecer. E hoje, era de web 2.0, forço-me a, pelo menos, um rabiscos, umas palavras-chaves no meu celular para desenvolvê-las depois ou... Quando a situação permite, uma gravação mp3 quentinha com as ideias que estão tilintando na cachola na hora. HOJE, podemos fazer isso.
Ocorre que... Acabo de retornar de um workshop (pra mim, palestra) sobre "Estruturas inovadores em mídias sociais" ou nome bastante similar (meu cérebro costuma guardar cada vez menos coisas na medida em que meu notebook armazena mais) e... Lancei-me a escarafunchar uma ideia, um pensamento que está ainda um tanto amorfo... Como aquela massinha que brincávamos quando éramos crianças (na minha época brincávamos muito com coisas palpáveis)... Esse pensamento que me remete à pessoas... Ponho-me a refletir e a inquirir sobre o lugar do sentimento humano nessas diversas tramas de mundos digitais.
Deixamos de ser "humanos"? Jamais, penso eu. Nossas paixões talvez não tenham ganho com tanta intensidade, com tanta volúpia uma proporção tão grande. Hoje eu posso escrever em uma ferramenta e ter o privilégio de compartilhar reflexões, paixões com... Todos aqueles que são capazes de falar o mesmo idioma em que escrevo e se identificar com meus pensamentos. Mas... Aí é que está. O que incomoda, a mim, pelo menos... Nem todos. Há uma gama enoooooooorme (perdoem-me os que deteeeeeestam eeeeeeesse recuuuuuuuurso, eu adoro! haha) de pessoas que não se encontram tão frequentemente nestes "mundos virtuais" nem tampouco se encontrarão por aqui... Há todo um universo de paixões e humanidades a ser descoberto que o espaço virtual ignora... E o ignora por uma questão social (além de outras possibilidades). Penso, por exemplo, naquele que poderia ser um ótimo desenvolvedor de jogos, sua paixão seria criar histórias para games e outros jogos online, mas... Como dizer... Ele nem teria como saber dessa possibilidade, pois não conhece tais mundos.
Por outro lado, o homem sempre se redescobre, se reinventa. Uma máquina não cria suas possibilidades... Nós, homens, as criamos. E são possibilidades que precisam caber em nossas previsões, por isso são falhas, inexatas rs. Somos humanos! Somos seres apaixonados e apaixonantes!*
Onde isso tudo me leva? A pensar... Não posso me programar a atualizar este espaço em um intervalo de 3-6 dias. Eu não sou "programável"! Sinto fome em horários regulares se assim como, desintoxico-me fisiologicamente se assim me habituo, mas... Uma frase, uma pintura totalmente diferente do que eu normalmente considero bom me provoca um certo desprazer estético e então... Coloca-se todo um padrão por água abaixo. Quem já não se pegou dando um "presente errado" pra alguém próximo?
O cérebro de Gil já deixou de ser somente "eletrônico" há muito tempo. Mas... Ainda somos os mesmos a ligar e a desligar. E essa é a minha hora: @lazzarus offline.
*Note que os derivados de "paixão" aqui nada tem a ver com um tipo de amor, mas com sofrimentos, sentimentos, uma "impressão viva".
Ocorre que... Acabo de retornar de um workshop (pra mim, palestra) sobre "Estruturas inovadores em mídias sociais" ou nome bastante similar (meu cérebro costuma guardar cada vez menos coisas na medida em que meu notebook armazena mais) e... Lancei-me a escarafunchar uma ideia, um pensamento que está ainda um tanto amorfo... Como aquela massinha que brincávamos quando éramos crianças (na minha época brincávamos muito com coisas palpáveis)... Esse pensamento que me remete à pessoas... Ponho-me a refletir e a inquirir sobre o lugar do sentimento humano nessas diversas tramas de mundos digitais.
Deixamos de ser "humanos"? Jamais, penso eu. Nossas paixões talvez não tenham ganho com tanta intensidade, com tanta volúpia uma proporção tão grande. Hoje eu posso escrever em uma ferramenta e ter o privilégio de compartilhar reflexões, paixões com... Todos aqueles que são capazes de falar o mesmo idioma em que escrevo e se identificar com meus pensamentos. Mas... Aí é que está. O que incomoda, a mim, pelo menos... Nem todos. Há uma gama enoooooooorme (perdoem-me os que deteeeeeestam eeeeeeesse recuuuuuuuurso, eu adoro! haha) de pessoas que não se encontram tão frequentemente nestes "mundos virtuais" nem tampouco se encontrarão por aqui... Há todo um universo de paixões e humanidades a ser descoberto que o espaço virtual ignora... E o ignora por uma questão social (além de outras possibilidades). Penso, por exemplo, naquele que poderia ser um ótimo desenvolvedor de jogos, sua paixão seria criar histórias para games e outros jogos online, mas... Como dizer... Ele nem teria como saber dessa possibilidade, pois não conhece tais mundos.
Por outro lado, o homem sempre se redescobre, se reinventa. Uma máquina não cria suas possibilidades... Nós, homens, as criamos. E são possibilidades que precisam caber em nossas previsões, por isso são falhas, inexatas rs. Somos humanos! Somos seres apaixonados e apaixonantes!*
Onde isso tudo me leva? A pensar... Não posso me programar a atualizar este espaço em um intervalo de 3-6 dias. Eu não sou "programável"! Sinto fome em horários regulares se assim como, desintoxico-me fisiologicamente se assim me habituo, mas... Uma frase, uma pintura totalmente diferente do que eu normalmente considero bom me provoca um certo desprazer estético e então... Coloca-se todo um padrão por água abaixo. Quem já não se pegou dando um "presente errado" pra alguém próximo?
O cérebro de Gil já deixou de ser somente "eletrônico" há muito tempo. Mas... Ainda somos os mesmos a ligar e a desligar. E essa é a minha hora: @lazzarus offline.
*Note que os derivados de "paixão" aqui nada tem a ver com um tipo de amor, mas com sofrimentos, sentimentos, uma "impressão viva".
22 de jun. de 2010
Dersu
For a long time, I have grown the habit of paying my debts with the so called seventh art. Actually, I got some credits with it. I met Bergman, Woody Allen (one of my favorites), Truffaut (my beloved one!), but... still I knew so little about the eastern movie-makers. So I decided to give it a try and dive into Kurosawa's imaginative scenery.
Yeah... I met a very sweet old man. A humble and simple hunter, but showing that kind of wisdom we seem to have lost while building skyscrapers and malls. Dersu didn't know to live in the city. He knew something different. He knew the nature. He could find his way back by following his footprints, he could forecast storms through the wind... He respected nature, and nature respected him. No big deal for someone who is used to living in the hills, maybe. Yeah... Maybe.
The greatest achievement of the movie that I see is to remind us of the beauty of human encounters. Two completely distinctive men that happen to be under the same circumstances as we all are under the sun. A respectable and intelligent man of the city on one side and a wise and strong man of the hills on the other.
Henceforth, Kurosawa goes beyond the encounter. The movie opens possibilities to a lot of metaphors... The desert, the fight for surviving difficult situations, the value of a helping hand...
I would say watching Dersu Uzala (Akira Kurosawa, 1975) is a good exercise to make us strong enough to handle the "Chronos tyrannical government" of our times. Just that... Stop and behold. What is good is never old.
21 de jun. de 2010
Do título
Permitindo-me a um "autoplágio" para fazer saber porque habito no "melhor dos mundos":
"Você, leitor, que está nesse exato momento se perguntando:
Por que esse título?
São tantas as respostas que ponho à prova minha capacidade de sintetizar o pensamento... As idéias.
E... Penso... Penso... Por onde começo?
Ah, já sei!
Alguns reconhecerão clara e oportunamente a influência de Monsieur Voltaire.
Sim! Monsieur Voltaire e seu Cândido protagonista que via em todos os lugares, apesar de todas as desgraças e dissabores, o melhor dos mundos.
Sim: o melhor dos mundos. E... Viva Midnight Oil que também lembrou da referência: o melhor dos mundos!
Vivas também para Roberto Jefferson e o brazuca que não se importa em ficar sem os míseros R$ 0,01 de troco!
Viva os milhões de idiotas e imbecis que deixaram a Claro (isso mesmo, a do celular “claro que você tem mais”), a Telemar e tantas outras “concessionárias de serviços públicos” entupirem nossas cabeças de dores!
Viva o “o jeitinho brasileiro” que nos permite dormir tranqüilos com tanta sacanagem volupiando na mente dos safados urubus que sobrevoam e infestam Brasília!!
Viva a depreciação da cultura, do fazer artístico nacional!!
E viv... Ops... Muitos “vivas” para um só post... Pois é, como você vê: estamos no melhor dos mundos.
Bem-vindo!"
P.s: Post originalmente publicado em 10/2005. Hoje, graças às políticas de segurança do Google, não consigo recuperar a senha para administrar meu antigo blog.
"Você, leitor, que está nesse exato momento se perguntando:
Por que esse título?
São tantas as respostas que ponho à prova minha capacidade de sintetizar o pensamento... As idéias.
E... Penso... Penso... Por onde começo?
Ah, já sei!
Alguns reconhecerão clara e oportunamente a influência de Monsieur Voltaire.
Sim! Monsieur Voltaire e seu Cândido protagonista que via em todos os lugares, apesar de todas as desgraças e dissabores, o melhor dos mundos.
Sim: o melhor dos mundos. E... Viva Midnight Oil que também lembrou da referência: o melhor dos mundos!
Vivas também para Roberto Jefferson e o brazuca que não se importa em ficar sem os míseros R$ 0,01 de troco!
Viva os milhões de idiotas e imbecis que deixaram a Claro (isso mesmo, a do celular “claro que você tem mais”), a Telemar e tantas outras “concessionárias de serviços públicos” entupirem nossas cabeças de dores!
Viva o “o jeitinho brasileiro” que nos permite dormir tranqüilos com tanta sacanagem volupiando na mente dos safados urubus que sobrevoam e infestam Brasília!!
Viva a depreciação da cultura, do fazer artístico nacional!!
E viv... Ops... Muitos “vivas” para um só post... Pois é, como você vê: estamos no melhor dos mundos.
Bem-vindo!"
P.s: Post originalmente publicado em 10/2005. Hoje, graças às políticas de segurança do Google, não consigo recuperar a senha para administrar meu antigo blog.
Assinar:
Postagens (Atom)

