5 de jul. de 2011

Intervalo

Time's up! Pelo menos para o cérebro. Chega uma hora que "já deu", a mente cansa, as palavras se atropelam e os olhos dançam para todas as direções possíveis no afã de fugir de qualquer coisa mais difícil de processar. Daí, toca uma campanhia dizendo "hora da pausa"... É isso. Ócio lá vamos nós! Au revoir.

23 de abr. de 2011

Mais um pedaço de caminho

Uma vontade que cala
Uma tristeza que quer andar sozinha
E silencia

Espaços antes navegados
Incompreendidos
Difusos
Permitidos

Como a esperar em um saguão
Como a tatear em mata cerrada
Como a ouvir o rugido do leão

E dorme...
Anestesiada pela condição
Absorta na imensidão do vácuo
De sonhos vencidos, derrotados

De portas entreabertas
De vontades de ser
De satisfazer
Ou sucumbir

Como a cantar salmos na lira soturna
E refazer os caminhos que levam
Novamente
Em movimentos contínuos, teimosos
Em contrição e reconhecimento
Domar os acontecimentos
Render-se à Soberania
E confortar-se nos braços do Pai

Uma tristeza caminha sozinha...

11 de abr. de 2011

Knock knock

If you knock on my door
I'm not in
If you come to my old places
I'm not in
If you collapse in the middle of the street
I'm not in
If you find travelling in time the greatest fantasy ever
I'm not in
Even if you love the most "lovable" thing in the world
I'm not in
And if you come to find out the most stupid act of yours
I'm not in
Here, there, anytime
Or maybe just for now...
I'm NOT a tiny little bit of myself in

3 de abr. de 2011

A piece of living or poetry as you might wish

What is music but living sounds?
What is poetry but a moving voice?
What is  there that makes someone to grasp in his or her hands a merely trace of illusion?
Aren't you desperate for saying?
Are we desperate for hearing?
No bare truth is well accepted.
Keep it clean, keep it clear
Loud and feared.


P.s: This "piece of living" was written right after I watched the movie "The last station" about Leon Tolstoy.